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Lista | Filmes Lançados em 2020 no Brasil

Com a pandemia do coronavírus em seu auge (e mostrando que vai piorar na volta das festas) e a recomendação de quarentena sem previsão de um fim breve, o ano de 2020 parece que não acabou, mas, para fins de calendário, tudo indica que estamos em 2021. Tá tudo igual, mas o número é outro pelo menos, né? Bom, o que importa é que 2020 acabou e deixou vários legados, sendo o pior ano em vários sentidos, inclusive o pior ano para a indústria cinematográfica.

Ninguém tem dúvida que 2020 foi o pior ano para o cinema. A pandemia não só dificultou a produção dos filmes, mas também inviabilizou a ida da galera às salas de cinema. Muitas distribuidoras e produtoras tentaram empurrar ao máximo seus títulos para tentar lançar nas telonas e fazer uma grana a mais, porém o vírus não deu folga e a população não se ajudou, o que forçou algumas empresas a jogarem seus filmes diretamente nas plataformas de streaming (e com preços absurdos).

De janeiro a março, os cinemas ainda operavam e tivemos a estreia de alguns filmes como "Adoráveis Mulheres", "Bloodshot", "O Preço da Verdade" e "Maria e João: Conto das Bruxas". Depois, ao fim do ano, alguns cinemas voltarama. funcionar e tivemos grandes estreias como "Tenet", "Convenção das Bruxas" e "Mulher-Maravilha 1984", filmes que só foram vistos pelos mais corajosos e que tiveram números pouco expressivos de bilheteria.

 

Seja como for, o ano foi marcado por produções menos espalhafatosas, com alguns poucos títulos de Hollywood. Assim, tivemos diversas estreias nas plataformas da Netflix, Amazon Prime e Apple TV+, que já iriam lançar seus filmes online de qualquer forma. Além disso, a Disney finalmente lançou seu serviço de streaming Disney+ aqui no Brasil, o que garantiu a chegada de alguns títulos muito esperados também em nosso país, como "Mulan" e "Soul".

Contudo, é válido citar, que diferente de mercados internacionais (como o segmento de streamings americanos que já tem maior adesão de compra e aluguel de lançamentos), o Brasil não foi contemplado com centenas de filmes que chegaram lá fora. Os atrasos nos lançamentos de filmes no Brasil já são comuns, mas neste ano foi muito pior. Dessa forma, a lista de filmes lançados em 2020 no Brasil é bem reduzida.

Abaixo, nós separamos uma lista com as principais estreias de filmes que chegaram aos cinemas, streamings e também dos filmes que saíram dos cinemas e foram para as plataformas online. A lista abaixo está ordenada pela data de lançamento (dos mais recentes para os mais antigos). Depois de conferir, conta pra gente: quais foram seus filmes favoritos em 2020? Quais filmes você espera ver em 2021?

Feliz ano novo com muitos filmes e bons cafés para todos!

Três Verões chega em cinemas drive-in nesta semana e depois vai ao streaming

A pandemia do coronavírus parece longe do fim, o que impossibilita a retomada das programações dos cinemas tradicionais. Assim, algumas produtoras e distribuidoras estão alterando seus planos para os meios possíveis de divulgação dos filmes que estavam previstos para estrear ao longo de 2020.

E se a situação já é complicada para os grandes blockbusters, certamente é mais difícil para títulos que costumeiramente eram focados em circuitos mais restritos. É o caso do filme "Três Verões", dirigido por Sandra Kogut e estrelado por Regina Casé. Por outro lado, algumas produtoras menores não têm a mesma pretensão de lucro que as gigantes de Hollywood, o que pode facilitar as coisas.

Assim, a boa notícia é que a Vitrine Filmes fechou um acordo para transmitir "Três Verões" nos cinemas, mais especificamente nos drive-ins, já que é a única alternativa no momento para o público que quer ver os filmes na telona. O longa-metragem já tem sessões programadas pelo Brasil, nas cidades de: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza, Maceió, Nova Lima e Pinhais. Outras cidades ainda serão confirmadas em breve.

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Além disso, para quem não tem automóvel ou pretende economizar, a distribuidora anunciou que levará o filme para o streaming a partir do dia 16 de setembro, mas ainda não foi divulgado quais plataformas vão receber a obra. Por fim, ainda há a alternativa de conferir a produção no no Telecine, que também vai estrear o filme na mesma data.

Veja lista de drive-ins que exibem "Três Verões":

São Paulo/SP

  • 4 de setembro – Petra Belas Artes Drive-In – Horário: 23h00
  • 5 de setembro – Petra Belas Artes Drive-In – Horário: 18h00
  • 6 de setembro – Sesc Pq Dom Pedro II Drive-In – Horário: TBC
  • Dias e horários a confirmar - Cinesystem Morumbi

Rio de Janeiro/RJ

  • 5 de setembro – Drive-In Lagoa – Horário 19h00
  • 16 de setembro – Open Air Drive Air – Horário: TBC
  • Dias e horários a confirmar - Cinesystem Uptown Barra

Curitiba/PR

  • 7 de setembro – Drive-In Curitiba (Planeta Brasil) – Horário: 19h00

Fortaleza/CE

  • 3 de setembro – Drive-in Imprensa – Horário: 21h00
  • 9 de setembro – Drive-in Imprensa – Horário: 21h00
  • 15 de setembro – Drive-in Imprensa – Horário: 19h00
  • 29 de setembro – Drive-in Imprensa – Horário: 21h10

Maceió/AL

  • 3 de setembro – Cineart Pajuçara Drive-In – Horário: TBC
  • 4 de setembro – Cineart Pajuçara Drive-In – Horário: TBC
  • 5 de setembro – Cineart Pajuçara Drive-In – Horário: TBC
  • 6 de setembro– Cineart Pajuçara Drive-In – Horário: TBC
  • 8 de setembro – Cineart Pajuçara Drive-In – Horário: TBC
  • 9 de setembro – Cineart Pajuçara Drive-In – Horário: TBC

Nova Lima/MG

  • 1 de setembro – 18h40 – Cineart Drive-In Alphaville *pré-estreia

Pinhais/PR

  • 11 de setembro – Drive-in Pinhais (Planeta Brasil Pinhais) – Horário: 20h00

Sinopse do filme Três Verões

A cada verão, entre Natal e Ano Novo, o casal Edgar e Marta recebe amigos e família na sua mansão espetacular à beira mar. Em 2015 tudo parece ir bem, mas em 2016 a mesma festa é cancelada. O que acontece com aqueles que gravitam em torno dos ricos e poderosos quando a vida deles desmorona? Através do olhar de uma empregada e de um velho patriarca, ambos vítimas do sonho neoliberal, vemos um retrato do Brasil contemporâneo, imediatamente antes de 2018.

“Pulsão” mostra impacto das redes sociais na política - Estreia grátis em 04/09

Não é novidade alguma que o Brasil está uma verdadeira bagunça nos últimos anos, principalmente em questão política. Isso claramente se reflete em extremismos tanto por parte do povo quanto por parte dos candidatos e representantes governamentais. Momentos extremos são bem complicados, o que naturalmente gera estudos, pesquisas e reflexões das mais variadas formas.

Uma das mídias mais recorrentes para ampliação do debate são os longa-metragens, principalmente os documentários que têm o poder do audiovisual apoiado em documentos reais e até mesmo conteúdos midiáticos de outras plataformas. Assim, com base nesse cenário do Brasil atual, na sexta-feira, 4 de setembro, acontecerá o lançamento virtual do documentário Pulsão.

Dirigido por Di Florentino e com pesquisa e roteiro de Sabrina Demozzi, o documentário faz um mergulho no uso crescente das redes sociais para ativismo político, e a influência que estas mídias tiveram nos grandes acontecimentos políticos dos últimos anos, começando nas manifestações de 2013, passando pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff e culminando na eleição de Jair Bolsonaro.

Veja o trailer do documentário Pulsão:

Em produção desde 2016, o Pulsão passou por diversas transformações. A ideia inicial era que o filme fosse um simples registro do Circo da Democracia, evento que reuniu em Curitiba diversas figuras políticas e acadêmicas para debater a conjuntura política da época. De lá para cá, muita coisa mudou, e o Pulsão também: “como o material é muito importante historicamente, a gente queria transformá-lo em um longa-documental”, contou o diretor de Di Florentino.

“Em conversas com os envolvidos na concepção da obra e uma vontade de tratar de temas que estavam aflorando na época, como é o caso dos efeitos da desinformação nas redes sociais e do uso dos algoritmos para disseminar o ódio, surgiu o Pulsão”.

Realizado sob o selo da Trópico, produtora audiovisual fundada por Florentino, Pulsão não foi o primeiro trabalho do diretor a examinar a esfera política brasileira. A Trópico produziu uma websérie documental chamada #manifesto - política de pessoa para pessoa, que acompanhou as manifestações contra e a favor da saída de Dilma Rousseff da presidência da República.

Outros projetos realizados foram o #nosmanteremosfirmes, curta-metragem sobre a Primavera Secundarista com a participação da atriz Letícia Sabatella, e o documentário Acima da Lei, premiado no Olhar de Cinema e que tratou do primeiro encontro entre o ex-presidente Lula com o então juiz da Lava-Jato, Sérgio Moro.

Por conta da pandemia de Covid-19, Pulsão terá seu lançamento online no dia 4 de setembro, às 19h. O filme ficará disponível gratuitamente por tempo indeterminado. É possível se inscrever no site do filme para ser informado do lançamento.

"Scooby! O Filme" não vai ao cinema e chega direto no streaming por até R$ 69,90

Era só uma questão de tempo até vermos as produtoras e distribuidoras mudarem a estratégia de lançamento de seus filmes que, antes da pandemia do coronavírus, estavam programados para chegar aos cinemas.

Por ora, nem todas aderiram a estratégia, mas, esta semana, a Warner optou por lançar "Scooby! O Filme" nas plataformas de streaming — só não ficou claro se esta é uma exceção ou se deve ser uma moda daqui para frente com os demais títulos que estão aguardando a volta dos cinemas.

Agora, o que fica claro é que a Warner (e não é de se duvidar de outras gigantes do segmento) não pretende diminuir seus lucros, mesmo em épocas complicadas. Ao menos é o que se pode ver pelo valor de aluguel e compra de "Scooby! O Filme". A animação que conta a história de origem do Scooby Doo tem preço fixado em R$ 49,90 para locação e R$ 69,90 para comprao valor é o mesmo na iTunes Store e na Google Play Filmes.

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As reclamações já estão aparecendo nos comentários da Google Play e também no Twitter, sendo referentes quanto ao valor cobrado para ambas as modalidades de disponibilidade do filme. As alegações dos consumidores são de que os valores são muito superiores aos que as pessoas pagariam pela entrada convencional nos cinemas, ainda mais considerando que muitas pessoas pagam meia entrada.

Contudo, a estratégia da Warner parece ser para contornar os prejuízos decorrentes de que um único aluguel em casa pode garantir que diversas pessoas assistam ao filme — enquanto nos cinemas, o valor de múltiplas entradas provavelmente poderia superar esse valor. Já o valor de compra garante acesso vitalício para o consumidor, então seria como poder ver a animação no cinema numa semana e rever alguns dias depois.

Veja o trailer dublado de "Scooby! O Filme":

É claro que o valor vai totalmente na contramão de ofertas de streaming, que via de regra varia de R$ 14,90 a quase 20 reais para lançamentos — mas considerando filmes que estrearam previamente nos cinemas. De qualquer forma, algumas pessoas estão adquirindo suas cópias de "Scooby! O Filme" e comentando que preferem a compra, pois há um gasto extra que garante os reprises infinitos.

O que você achou desses valores? Será que essa moda pega?

#JuntosPeloCinema | Campanha une setor cinematográfico na quarentena [vídeo]

A quarentena de nível nacional, em decorrência da pandemia do coronavírus, tem sido muito complicada para diversos setores. Isso é ainda mais perceptível para o ramo cinematográfico, que está praticamente parado nos últimos quatro meses e o pior: não se vê a possibilidade de retorno à normalidade num futuro próximo.

A indústria do cinema, como um tudo, vem sofrendo muito o impacto dessa situação, mas o cenário também é complicado para nós  — cinéfilos — que adoramos a experiência completa e sentimos tanta falta dos cinemas, não é mesmo? E como fazer para amenizar essa situação?

A boa notícia é que há esperança! Pela primeira vez no mercado brasileiro, profissionais das diversas áreas do setor cinematográfico (exibidores, distribuidores, produtores, criativos e parceiros da indústria) e das mais variadas empresas estão envolvidos em um projeto com o intuito de preparar e implementar a retomada do cinema no Brasil, num movimento chamado #JuntosPeloCinema.

Como funciona o #JuntosPeloCinema?

Para começar, temos uma campanha de comunicação que vem para fortalecer o vínculo entre o cinema e o público. Nesta primeira fase da campanha – ainda com as salas sem atividades de exibição -, mais de 300 veículos de mídia (incluindo o Café com Filme) abrem espaço em suas programações para divulgar o vídeo que reforça os laços do público com o cinema:

Depois, numa segunda fase, um pouco antes da data de reabertura das salas (que será determinada pelas autoridades), haverá a comunicação sobre novos procedimentos que acompanham toda a jornada do espectador dentro do cinema. Os exibidores terão materiais que explicam os protocolos elaborados pelos governos locais — os quais variam de cidade para cidade ou de estado para estado.

Além disso, na terceira fase, o movimento #JuntosPeloCinema prepara o Festival De Volta Para O Cinema, que dará as boas-vindas para o público quando as salas reabrirem. Baseados numa pesquisa de opinião, os idealizadores chegaram a conclusão de que o público tem interesse em rever filmes clássicos, bem como sucessos de bilheteria e crítica. Assim, esses títulos integrarão com as estreias a programação de filmes nas duas primeiras semanas após a abertura.

Relatos do Cinéfilo | Antiguidades e Corujão em tempos de Quarentena

Não é preciso ter um calendário em mãos para se dar conta de que somos reféns de uma pandemia há um tempo que beira à eternidade. Ao menos, para quem está numa quarentena rigorosa desde o começo do surto do coronavírus — lá por meados de março — a percepção da duração das horas, dias e até mesmo dos meses se alterou completamente, de modo que os quase 115 dias parecem quase um ano.

É claro que isso varia de acordo com cada pessoa, mas essa é uma realidade para muitos amigos com quem falei (de forma virtual, é claro) recentemente. O trabalho tomou o espaço do lazer, que, às vezes, é até um tanto culposo, afinal é difícil separar um período exato para os afazeres e não sentir que poderíamos produzir mais. Queremos nos dar uma folga e sabemos que merecemos o tão almejado descanso.

Em meio a tais pensamentos, todas as manhãs, que por vezes, com o sono já desregulado, se misturam com as tardes, nos deparamos com inúmeras notícias calamitosas quanto à situação desenfreada do país, frente a um colapso que parece não ter saída. Mesmo em cidades como Curitiba, que parecia ter o controle da situação, a situação mudou de forma trágica. São os ventos da mudança contaminados por um vírus, desgovernado desde o princípio.

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A saúde mental se esgota, queremos uma pausa. A alternativa mais comum: tirar os olhos da tela do computador e pregar os olhos na tela da televisão. Para driblar o noticiário que parece estar numa repetição de fatos, em que só mudam os números da covid-19 e dos escândalos governamentais, navegamos por todo o catálogo da Netflix, da Amazon Prime Video, da Apple TV+, da HBO. Muitas vezes, não vemos nada, apenas gastamos horas vendo as opções.

Será que vamos ver todos os filmes dos streamings?

Após quase quatro meses de pandemia, os que podem ter esses privilégios já finalizaram dezenas de séries, assistiram o reprise de toda a saga Star Wars, fizeram a maratona de todos os filmes da Marvel e também já viram todos os títulos que viraram trending topics no Twitter. Os serviços de streaming esbanjam conteúdos de alta qualidade, de séries alternativas, passando por filmes conceituados até chegar aos documentários mais necessários.

Os mais antenados já deram conta até mesmo de zerar as opções mais cults. E, às vezes, não importa a quantidade, há casos em que queremos ver títulos específicos, os quais talvez nem existam ou simplesmente não estejam ao nosso alcance. Ao que me parece, a quebra de rotina, esse “novo normal” nos deixou perdidos. Um ponto interessante é que todo esse caos nos fez olhar para atividades alternativas e valorizar antigos hábitos.

Particularmente, o cinema me faz muita falta. Não só pelos lançamentos que eu estava empolgado e planejando ver (ainda me lembro que faltava apenas dois dias para estrear “Um Lugar Silencioso - Parte 2” quando começou a história do coronavírus e o evento foi cancelado), mas a experiência como um todo era uma constante no meu dia a dia — e digo isso, pois não era incomum ir três ou quatro vezes ao cinema na semana.

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É curioso que o fator “novidade” varia de acordo com a perspectiva do espectador e cinéfilos que viram tantos títulos no cinema no ano passado acabam buscando alternativas de consumo. Eu tenho mergulhado em séries (como “Além da Imaginação” e “Arquivo-X”) e filmes antigos (como “Vôo Noturno”, baseado na obra de Stephen King) que estavam na fila de espera, a qual virou prioridade. O problema é que muitas obras não estão nas plataformas, o que apenas faz a coleção de DVDs, Blu-rays e filmes no iTunes aumentar mensalmente.

Outra técnica de consumo que uso é a de temas variados, por exemplo: em junho, que era o mês do cinema nacional, eu resolvi pesquisar e dar vez a mais produções brasileiras. Assim, eu finalmente criei vergonha na cara para ver “Bacurau” e aproveitei para ver “O Animal Cordial”, que estava em promoção e tinha uma premissa do meu interesse. Nessa onda, eu fiquei curioso para ver “MOTORRAD - A Trilha da Morte”, mas acabei não comprando para a coleção.

Resgatando velhos hábitos em tempos de pandemia

Por obra do destino e também por fazer parte do Café com Filme, descobri que a Globo iria transmitir o título na Sessão Corujão do dia 29 de junho de 2020 (que, na verdade, já era dia 30 de junho, dado que o filme estava programado para às 2h35). Esse é um hábito que eu não tinha há anos: ver filmes durante a madrugada. Não que eu durma cedo, longe disso, na quarentena, 4 horas da manhã ainda é cedo, mas eu nem mesmo sintonizei a Globo no último ano.

Era uma noite fria em Curitiba. Após várias cuias de chimarrão, eu ainda preparei mais duas xícaras de chá de capim-cidreira para aquecer as mãos enquanto degustava minha Sessão Corujão. Curti o filme em volume bem baixo para não incomodar o sono dos vizinhos (e também por preguiça de sincronizar os fones de ouvido via Bluetooth). Eu já nem lembrava mais do plim plim da Globo e dos intervalos reduzidos na madrugada, que mal dão tempo de ir ao banheiro.

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Foi uma experiência excelente, não tanto pelo filme que ficou aquém do esperado, mas pela nostalgia. Ainda me lembro de situações em que eu e meu tio assistíamos vários filmes no Intercine e, numa delas, eu cheguei a ligar para votar no meu título favorito. A obra em que votei ganhou, talvez porque naquele dia alguém realmente ligou para eles e houve uma votação — nas demais, provavelmente alguém da Globo escolhia o filme da próxima noite.

Longe de ser uma época que vai deixar saudades, a quarentena ao menos tem servido para momentos de reflexão, como esse enorme texto, que eu finalizei às 3h15 do dia 1º de julho de 2020. Parabéns a você que leu todo o conteúdo, talvez você também esteja buscando conteúdos alternativos e esteja refletindo sobre alguns dos tópicos citados. Aliás, se você chegou até aqui, me conta o que você tem visto de filmes e séries.

Em tempo: este é um texto aleatório que surgiu na quarentena do coronavírus, o qual pode (ou não) fazer parte de uma série de relatos e divagações deste cinéfilo que está produzindo menos do que deveria para o Café com Filme, mas que promete tentar melhorar num futuro próximo. Obrigado a todos que acompanham o site!

Olhar de Cinema | Festival ganha edição online durante a pandemia

A situação da pandemia no Brasil não parece ter uma melhora tão breve, o que tem impactado em inúmeros segmentos. O cinema é um dos principais afetados, de modo que cada vez mais vemos soluções online para a realização dos festivais. O mais novo evento que recebe uma edição via streaming é o Festival Olhar de Cinema, que tem sua programação dividida em duas plataformas.

Ao todo, o Festival Internacional de Curitiba preparou 17 filmes, os quais são exibidos online tanto pelo site do Olhar de Cinema quanto pela plataforma de streaming MUBI. Vale notar, contudo, que não estamos falando de títulos inéditos. Os filmes selecionados fizeram parte das diversas mostras do festival, desde a sua primeira edição em 2012, e entraram nesta lista por serem obras de destaque tanto pela crítica especializada quanto pelo público.

O site do Festival Olhar de Cinema apresenta nove títulos com o aluguel de R$ 5,00 para cada filme. Após alugar um filme, você tem até 72 horas para assistir. Além disso, é importante mencionar que os filmes ficarão disponíveis pelo período de 30 dias. Uma informação relevante quanto à realização desta edição é que todo o valor arrecadado será doado para duas frentes de combate ao COVID-19.

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Confira a seleção completa dos longa-metragens que estão em cartaz no site do festival:

Além disso, pela plataforma da MUBI também é possível assistir outros 8 títulos (que são diferentes dos que estão no site do Olhar de Cinema). Interessante pontuar que as obras nesta plataforma foram selecionados numa parceria entre a curadoria do festival e a da MUBI Brasil.

Confira a seleção completa dos longa-metragens que estão em cartaz na plataforma MUBI:

  • El mar la mar - de Joshua Bonnetta, J. P. Sniadecki (EUA, 2017)
    *Prêmio Olhar de Melhor Filme
  • Um conte de inverno proletariado - de Julian Radlmaier (Alemanha, 2014)
    *Prêmio de Contribuição Artística
  • A vizinhança do Tigre - de Affonso Uchoa (Brasil, 2014)
    *Prêmio de Melhor Filme pelo Jurí da Crítica
  • Sol Alegria - de Tavinho Teixeira e Mariah Teixeira (Brasil, 2018)
    *Prêmio especial do Júri
  • Espero a tua (re)volta - de Eliza Capai (Brasil, 2019)
    *Prêmio de Melhor longa-metragem brasileiro
  • E agora? Lembra-me - de Joaquim Pinto (Portugal, 2013)
    *Prêmio de Melhor Filme
  • Girimunho - de Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina (Brasil/Espanha, 2011)
    *Prêmio Especial do Júri
  • As Hiper Mulheres - de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takuma Kuikuro (Brasil, 2011)
    *Prêmios:
    Competitiva Olhares Brasil de Longa Metragem - Melhor Filme
    Prêmio da Crítica – Associação Brasileira dos Críticos de Cinema
    Prêmio do Público

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Para assistir aos filmes no MUBI é necessário ter uma assinatura da plataforma, mas para incentivar a cultura, o Festival Olhar de Cinema em parceria com a MUBI estão oferecendo 30 dias grátis! Assim, você pode curtir os filmes do festival e experimentar mais uma opção de streaming. Para começar o seu período de testes, basta clicar aqui.

Cinema Virtual: distribuidoras lançam filmes inéditos em streaming na quarentena

Que saudades de um cineminha, hein?! Mas, o cinema como conhecíamos não é mais um programa possível no atual momento da quarentena estabelecida em inúmeras cidades pelo Brasil em decorrência da pandemia do coronavírus! É claro que os consumidores sentem faltam dessa experiência, ainda mais dos lançamentos que aconteciam todas as semanas, mas como resolver uma situação tão complicada?

Para tentar driblar essa situação, alguns exibidores se uniram para lançar uma plataforma que propicie ao menos o fator novidade semanalmente. A partir de 28 de maio, o site Cinema Virtual começa a receber novos filmes todas as quintas-feiras, de modo que o espectador pode curtir um título exclusivo sem sair de casa e ainda pode escolher sua rede exibidora de preferência, que receberá parte da renda de cada sessão.

Vale notar que, apesar de receber novos filmes toda semana, o Cinema Virtual manterá disponível os títulos mais desejados da semana anterior, escolhidos pelo público. Segundo informação oficial, a plataforma receberá, a cada semana, entre 10 e 15 títulos, todos inéditos no cinema e em plataformas de streaming

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Neste dia 28 de maio, o projeto tem a estreia dos seguintes longa-metragens:

Para assistir, você precisa acessar www.cinemavirtual.com.br, escolher o filme, selecionar estado, cidade e rede exibidora de preferência. O ticket só poderá ser comprado depois dessa etapa, garantindo, assim, que todos os exibidores serão remunerados. Cada sessão custa R$ 24,90 e vale por 72 horas. Alguns filmes poderão ter preços promocionais, como o filme “Os Olhos de Cabul”, que estará na plataforma com o valor de R$ 19,90.

Os filmes podem ser assistidos em até três plataformas diferentes, entre celular, Smart TV, computador, tablet. O filme ficará em cartaz por até 15 dias e, depois, terá que cumprir uma janela de até 90 dias para ser oferecido em plataformas digitais.  Participam do projeto, até o momento, os exibidores: PlayArte, Cine Arte Pajuçara, Cine 14 Bis, Paradigma Cine Arte, Cineramabc, Kine Vitória, Cine Company, Cine Topázio Indaiatuba, Mobi Cine.

Fala aí, legal a ideia, né? Então, fique ligado que muitos outros filmes devem aparecer na plataforma nas próximas semanas e com certeza vai ter opções para todos os gostos.

Lista | Os lançamentos do cinema na Amazon Prime Video (maio/2020)

A quarentena forçada em decorrência do coronavírus está se alongando cada vez mais e as previsões não são muito animadoras para o Brasil. Dessa forma, o cinema continua sendo um sonho distante e a forma como as pessoas consome filmes está mudando, algo que se deve também aos lançamentos nos serviços de streaming e às distribuidoras que têm disponibilizado os filmes nas plataformas digitais com antecedência.

A Prime Video tem se destacado muito entre as plataformas de vídeo, isso porque o serviço de filmes da Amazon tem usado uma tática bem ousada para chamar a atenção dos consumidores que estavam limitados ao catálogo da Netflix. Para combater as séries e filmes exclusivos da concorrente, a Prime traz não apenas títulos próprios, como esnoba ao lançar os filmes da Disney, Pixar e todos os filmes da saga Star Wars.

Só isso já seria vantagem suficiente para chamar a atenção do consumidor que busca por novidades do cinema, que geralmente demoram anos para chegar à Netflix. Todavia, a Prime Video também tem feito um esforço extra para trazer filmes de outras produtoras e distribuidoras, de forma que há uma variedade de títulos de todos os genêros — e isso que estamos falando de filmes que estavam no cinema até 2 ou 3 meses atrás!

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Assim, para facilitar sua vida, nós separamos os filmes mais recentes e de melhor qualidade (muitos dos quais têm crítica aqui no site) para você conferir nessa quarentena da covid-19, num momento em que é importante que você fique em casa. Sem delongas, confira os resumos e trailers logo abaixo.

Atenção: vale lembrar que o catálogo da Amazon Prime Video muda sempre, então (dependendo da data que você está vendo esta lista) pode ser que algum filme já não esteja mais disponível, por isso corre para ver os seus favoritos!

De graça é top! Assista a 50 Filmes Grátis do Festival Varilux em Casa no Looke

A quarentena está um tédio e você não sabe mais o que assistir na TV? Então, saiba que você acaba de ganhar mais algumas opções (são 50 títulos no total) de filmes grátis - e não tem pegadinha! - para ver no conforto da sua casa! Trata-se de uma iniciativa solidária, patrocinada pela Embaixada da França no Brasil e pelo Grupo Essilor/Varilux, que surgiu para amenizar esse período complicado, de forma que o Festival Varilux ganhou uma versão em casa!

O Festival que anualmente tem uma seleção de filmes premiados disponíveis em cinemas de circuito específico se adaptou a esta época de isolamento, sendo que esta nova modalidade recebe o nome de "Festival Varilux em Casa". Contudo, este edição do evento não anula o Festival habitual (que apenas terá sua data alterada, informação que deve ser divulgada posteriormente).

Bom, no Festival Varilux em Casa, a gente tem uma seleção de filmes bem interessantes. Não estamos falando de filmes inéditos, mas 50 filmes que integraram várias das edições passadas do Festival Varilux de Cinema Francês. Um detalhe bem relevante: os filmes estarão disponíveis gratuitamente por um tempo prolongado: que começa hoje (28 de abril) e dura mais quatro meses!

Esse é o presente que a Embaixada da França, a Essilor/Varilux, patrocinadora master do festival, a produtora Bonfilm e a Looke, plataforma brasileira de streaming, oferecem para os amantes da filmografia francesa: Festival Varilux Em Casa.

Quais filmes estão disponíveis?

Com legendas em português, quase todos os filmes participaram das últimas edições do Festival Varilux de Cinema Francês, evento que ocorre anualmente, em junho, de forma simultânea em mais de 80 cidades brasileiras. Tendo completado dez anos em 2019, o Varilux já exibiu cerca de 200 longas-metragens, somou mais de um milhão de espectadores e realizou cerca de 35 mil sessões.

O público do Festival Varilux Em Casa poderá descobrir ou reencontrar sucessos de edições passadas com grandes astros franceses como Gérard Depardieu (Tour de France), Isabelle Huppert (Branca Como Neve), Catherine Deneuve (O Reencontro, A Última Loucura de Claire Darling), Jean Dujardin (O Retorno do Herói), Juliette Binoche (Quem Você Pensa que Sou, Tal Mãe, Tal Filha, Vidas Duplas), Omar Sy (Jornada da Vida, O Doutor da Felicidade), Vincent Lindon (A Aparição), Virginie Efira (Um Amor Impossível) e Marion Cotillard (Rock and Roll, por trás da fama, Um Instante de Amor).

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A seleção apresenta diversidade de gêneros: comédias (Na Cama com Victoria; Amor à Segunda Vista; Finalmente Livres), dramas (Graças a Deus, de Ozon, vencedor do Urso de Prata em Berlim; A Viagem de Fanny; Através do Fogo), filmes históricos (A Revolução em Paris; O Imperador de Paris, Cyrano mon Amour) e thrillers (A Noite Devorou o Mundo; O Último Suspiro; Carnívoras).

E ainda estão disponíveis seis longas de animação dublados para as crianças assistirem sozinhas ou com a família: Abril e o Mundo Extraordinário; A Raposa Má; O Menino da Floresta; Asterix e o Domínio de Deuses; Asterix e a Poção Mágica e Um Gato em Paris. Para ver a lista completa de filmes, role o texto até o fim.

"Neste momento, em que a indicação é o isolamento social por conta da pandemia e que muitas pessoas devem enfrentar problemas financeiros, queremos ser solidários e propor uma programação de qualidade para entreter e ajudar a passar os dias de quarentena", dizem Emmanuelle e Christian Boudier, organizadores do Festival.

Como eu faço para ter acesso aos filmes?

Para mergulhar nessa seleção especialmente pensada para todos os gostos e todas as idades, basta acessar o link: www.festivalvariluxemcasa.com.br ou clicar logo abaixo

Clique aqui para ver filmes grátis do Festival Varilux em Casa

Esse presente para o público só foi possível graças à participação dos distribuidores A2 Filmes, Bonfilm, California Filmes, Looke e Mares Filmes. Raphaël Ceriez, Adido Audiovisual da Embaixada da França, agradece a participação deles na iniciativa: "No atual cenário, que é inédito, no qual as restrições impostas pela crise mantêm os cinemas fechados, nos orgulhamos de nos juntar à Essilor Brasil e aos distribuidores para compartilhar com o nosso público confinado essa seleção dos melhores filmes vistos nas últimas edições do Festival Varilux de Cinema Francês".

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Guilherme Nogueira, Diretor de Marketing da Essilor/Varilux Brasil, patrocinadora master do evento nas salas de cinema e dessa edição Em Casa, comenta: “o Festival Varilux de Cinema Francês conta com um público fiel todos os anos, e poder oferecer essa opção de entretenimento gratuito para os que estão em casa é motivo de grande orgulho para a Essilor. Esperamos que, com a seleção dos melhores filmes exibidos até hoje, as pessoas experimentem bons momentos em casa e ajude a tornar os dias mais agradáveis.”

Realização Bonfilm. Patrocinadores do Festival Varilux Em Casa: Essilor/Varilux e Embaixada da França. Apoio de mídia: Adorocinema, Folha de São Paulo, Ingresso.com, Le Monde Diplomatique Brasil e Revista Piauí. Apoio cultural: Aliança Francesa Brasil e Unifrance.

Filmes do Festival Varilux em Casa

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