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Crítica do filme Cinderela

A princesa ganha vida, mas a história é a mesma

Camile Monteiro

por
Camile Monteiro

Quarta, 25 de Março de 2015
Fonte da imagem: Divulgação/
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Nos últimos anos, pudemos acompanhar diversos filmes tendo a Cinderela como personagem principal. Em “Para Sempre Cinderela” (1998), a princesa era valente e destemida, já em “A Nova Cinderela” (2004), ela era toda moderninha e usava até All Star, e como não se lembrar da Cinderela, de Once Upon a Time, que se perdeu do seu príncipe?

E a nova Cinderela? Bom, de início, posso dizer que ela é muito parecida com a original, do desenho da Disney lá de 1950. Eu sempre fui muito fã das princesas da Disney e, tirando a Ariel, a Cinderela é uma das minhas favoritas. Quando soube que fariam um filme dela, fiquei muito curiosa, haja visto que o desenho tem muitos personagens que não seriam muito fácil de se recriar em versão real.

A história do filme é a clássica do desenho: a garota linda, que perde o pai ainda adolescente e acaba escravizada pela madrasta e irmãs postiças. Vale destacar que, diferentemente do filme original, nesta versão conhecemos a mãe da Cinderela e acompanhamos um pouco do que foi a infância da jovem.

Mudando, mas muito pouco

Uma das coisas que me chamou muita atenção é que, nesta adaptação de 2015, o nome da jovem não é Cinderela, e sim Ella. Cinderela é um apelido pejorativo que as irmãs da princesa dão para ela e ela acaba adotando como nome.

Falando do filme em si, posso dizer que me decepcionei um pouco com o longa-metragem. Esperava algo diferente, uma releitura quem sabe, assim como foi Malévola. Contudo, de maneira geral, o filme é bem condizente com o original.

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Não posso deixar de comentar sobre a brilhante atuação de Cate Blanchett, a atriz no papel da madrasta má, que está maravilhosa. Os trejeitos, os olhares malvados, as falas, tudo parece que foi perfeitamente desenhado para Cate. Eu particularmente acho que não teria ninguém melhor que ela para fazer este papel.

Outra que também está muito bem é Helena Bonham Carter. Eu tenho muita dificuldade em desvencilhar a imagem da atriz da bruxa Bellatrix Lestrange, da franquia Harry Potter, mas ela como fada madrinha surpreendeu muito, tive que tirar o chapéu!

Que eu me lembre, não tinha visto nenhum outro filme da atriz Lily James que interpreta Cinderela. No longa, ela está com as sobrancelhas bem marcadas, e me chamou muita atenção, pois, ainda assim, a atriz conseguiu manter a doçura tão peculiar da princesa.

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Ainda falando em personagens, fiquei decepcionada, pois no filme não tem o cachorro Bruno, que aparece no desenho. O gato Lúcifer, que é um dos destaques da obra de 1950, quase não aparece e os tão queridos ratinhos participam muito pouco.

Um mundo de princesas convincente

Diferentemente de Malévola, “Cinderela” não tem grandes efeitos especiais, mas os efeitos aplicados, no momento em que a abóbora vira uma carruagem e quando o vestido de Ella se transforma, estão impecáveis.

Pude observar que os diretores tiveram todo um cuidado especial com os figurinos, cenários e maquiagem. Tudo está quase perfeito, bem fantasioso e teatral. Para ficar perfeito, podiam melhorar a maquiagem da fada madrinha, no momento em que ela e Cinderela se encontram, ela está disfarçada de uma senhora que pede água à princesa e fica nítido que a maquiagem da personagem está mal feita.

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A trilha sonora também está ótima, mas passei grande parte do filme esperando duas canções em especial, que são as melhores do título original, e as músicas não foram “cantadas” nesta versão atual. Enfim, Cinderela mantém a mesma premissa do original e, embora não seja um filme inovador, pude notar que mesmo uma história romântica e batida pode dar super certo ao ser transformado em filme!

Ah, não posso deixar de comentar: o curta “Frozen: Febre Congelante” — que passa antes de Cinderela — é muito bonitinho, pena que é um curta!

Fonte das imagens: Divulgação/

Cinderela

À meia-noite, tudo já mudou...

Diretor: Kenneth Branagh

Duração: 105 min

Estreia: 26 / Mar / 2015

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Camile Monteiro

Tenho mil anos e não sei quando estou certa ou errada.

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