Crítica do filme Mapa Para as Estrelas

Não sei o que pensar

por
Douglas Ciriaco

20 de Março de 2015
Fonte da imagem: Divulgação/

Um filme cuja sinopse não dá muitos detalhes da trama sempre desperta a minha curiosidade, apesar de isso ser uma faca de dois gumes, afinal, a prática pode esconder uma trama intrigante ou algo sem sentido, inexplicável. “Mapa Para as Estrelas”, dirigido por David Cronemberg (“Marcas da Violência”) e roteirizado por Bruce Wagner (“A Hora do Pesadelo 3: Os Guerreiros dos Sonhos”), é um desses filmes.

Mas, ao final da exibição, eu ainda não consegui encaixar o filme em uma das duas categorias descritas no parágrafo anterior. A obra é, no geral, muito bem executada do ponto de vista técnico e traz um time de nomes bastante conhecidos de Hollywood liderados por Julianne Moore (“Para Sempre Alice”), mas a trama, o cerne todo da coisa, flutua entre o bizarro e o incompreensível.

No filme, Havana Segrand (Moore) é uma atriz decadente que faz de tudo para conseguir um papel de destaque em Hollywood. Nesse ponto, ela contrata Agatha (Mia Wasikowska) como assessora, mas sem conhecer o passado da moça e também as suas ligações com seu massagista Dr. Stafford Weiss (John Cusack) e sua esposa, Christina Weiss (Olivia Willians).

Mapa Para as Estrelas

A metalinguagem da obra é latente, pois o filme se passa em Hollywood, explora um pouco toda a briga de egos que se esconde por trás das câmeras e também como às vezes a loucura toma conta das coisas. O jovem astro Benjie Weiss (Evan Bird), filho do casal Weiss, é mimado, egocêntrico e superprotegido, além de um tanto quanto perturbado, algo que vem de um problema familiar que se revela aos poucos.

O filme é difícil de ser explicado e eu Não consegui captar ao certo o objetivo da obra. Dá para dizer que curti a óbvia intenção de criar uma história chocante, mas sem ser pedante, apelativo. A trama é bizarra de um jeito diferente tanto pela forma como se desenrola quanto pelos personagens excêntricos e as situações perturbadoras nas quais eles se colocam.

As soluções para os problemas, a motivação de tudo e a personalidade de cada uma das pessoas que ganha destaque em “Mapa Para as Estrelas” o tornam um filme que provavelmente será bastante comentado, talvez até muito odiado, mas pouco explicado. Pessoalmente, eu recomendo.

Fonte das imagens: Divulgação/

Mapa Para as Estrelas

Confira o trailer deste filme dirigido por David Cronenberg

Diretor: David Cronenberg
Duração: 111 min
Estreia: 26 / Fev / 2015

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Douglas Ciriaco

Cê tá pensando que eu sou lóki, bicho?