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Critica do filme Alita: Anjo de Combate | Visão hiperfuturista meio embaçada

Longe de alcançar o mesmo impacto que a obra de Yukito Kishiro, a adaptação cinematográfica do mangá cyberpunk Gunnm — publicado originalmente entre 1990 e 1995 e conhecido no ocidente como Battle Angel Alita, ou Alita: Anjo de Combate —, é uma mistura equilibrada de erros e acertos. Saído do limbo de desenvolvimento e sob a tutela de James Cameron e Robert Rodriguez, o filme acerta em cheio no visual, mas escorrega na narrativa.

A enxurrada de efeitos ajuda a construir uma ambientação ciberpunk imersiva e análoga a do mangá/anime original, com direito a grandes olhos amendoados (próprios dos “quadrinhos” nipônicos). Infelizmente, toda essa maravilha estética não tem paralelo no roteiro. A história é apressada e pouco envolvente, enquanto os personagens parecem “ocos” e sem essência.

Mesmo com alguns “bugs”, Alita ainda se destaca como um esforço interessante na adaptação para os cinemas de uma das obras mais icônicas dos mangás/animes japoneses. Entretanto, em nenhum momento a produção realmente alcança todo o seu potencial.

A arma dos sonhos

No filme seguimos a história da pequena Alita (Rosa Salazar), uma pequena ciborgue que é encontrada desmemoriada em um ferro-velho pelo benevolente cibercirurgião Dyson Ido (Christoph Waltz). Vivendo na Cidade da Sucata (Scrapintown), uma espécie de favela abaixo de Zalen — a última grande metrópole flutuante —, a dupla acaba criando uma relação de pai e filha, enquanto Ido e Alita tentam descobrir mais sobre o seu passado. Em tempo Alita lembra de sua história e de suas habilidades incríveis, sendo na verdade uma relíquia de guerra com poderes extraordinários e é aqui que encontramos os principais problemas do filme.

Por conta da necessidade de espremer muita informação em pouco tempo, o Rodrigues acaba fazendo algumas escolhas narrativas pouco eficientes. Paradoxalmente, o diretor consegue criar uma ambientação sólida, apresentando vários elementos da sociedade e como as coisas funcionam na Cidade da Sucata, entretanto isso não se traduz muito no crescimento dos personagens.

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Tudo acontece muito rápido, sem tempo para que o espectador acompanhe a jornada de cada personagem, forçando uma empatia que não emerge naturalmente. O filme ficou engavetado por mais de dez anos, seja por limitações tecnológicas ou criativas. James Cameron pensou em adaptar o mangá como um seriado, seguindo o sucesso de seu projeto anterior, Dark Angel (que aborda temas similares). Depois de abandonar a idéia, Cameron sugeriu que comandaria o primeiro filme de uma franquia, sendo que o roteiro original da primeira iteração teria cerca de 3 horas de duração.

Finalmente, em 2016, com a introdução de Robert Rodriguez, o projeto começou a ganhar contornos mais sólidos, chegando até a versão de Alita: Anjo de Combate que finalmente chegou às telas. Essas mudanças não comprometem o estilo do filme, mas certamente minaram a sua estrutura narrativa.

Uma coisa é certa, o filme é extremamente dinâmico e, na maior parte, faz um bom trabalho ao apresentar os diversos elementos que compõem o vibrante universo de Alita: Anjo de Combate. Rodriguez fica na sua zona de conforto e entrega o que faz de melhor, um filme de ação. Fica evidente o esforço de Rodriguez para trabalhar a história de maneira que as fundações estejam sólidas para que a franquia possa crescer livremente.

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Sentimentos vazios

Se o metaenrredo é bem amarrado, as histórias dos personagens acabam ficando em segundo plano e sem tempo de tela. Assim, fica difícil empatizar com todos sem acompanhar a sua evolução natural, no fim ficamos com a sensação de que os personagens não têm motivações reais e apenas reagem.

Essa falta de exploração narrativa acaba subestimando um elenco de apóio de alto calibre. Christoph Waltz, Jennifer Connelly e Mahershala Ali não exploram metade de seu talento e ficam reduzidos a coadjuvantes de luxo. E por sinal, antes que xiitas uivem sobre whitewashing, vale lembrar que a história original é totalmente ambientada no que sobrou dos Estados Unidos, nos arredores de Kansas City, Missouri, sendo que Kishiro não perde muito tempo alucubrando sobre isso.

Como o filme não tem tempo para explorar histórias paralelas, não temos como acompanhar o desenvolvimento de seus personagens e como resultado tudo parece raso. Sem saber exato o que motiva os personagens, todas as suas ação parecem desprovidas de emoção e um tanto exageradas ou deslocadas. 

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Começo da caminhada

Robert Rodriguez tem um estilo inteligente na hora de traduzir a arte seqüencial para o cinema. Assim como em Sin City, o diretor é capaz de transportar quadros inteiros das páginas dos quadrinhos/mangas diretamente para a tela, algo a se louvar quando o assunto é adaptações de mídias extremamente visuais.

Enquanto o roteiro pena para conciliar a estruturação de um metaenrredo superior ao mesmo tempo em que carrega um capítulo coerente e interessante, muito acaba se perdendo pelo caminho. O grande problema fica por conta da exploração dos personagens que se tornam rasos frente à profundidade da trama maior. Algo que certamente será melhor abordado no futuro da série.

Alita: Anjo de Combate soa contraditório, mas se faz entender.

Alita: Anjo de Combate é um ótimo filme de ação, uma boa razoável e um capítulo pouco elevado do que pode ser uma franquia muito interessante. Fãs de ação de ficção científica não devem se desapontar, mesmo porque, sobrepujando qualquer falha narrativa, temos um grande espetáculo visual repleto de ação, mesmo que desprovido de grande emoção. 

Ichi - O Assassino | Trailer oficial e sinopse

Anjo, um chefe da Yakuza, desaparece com três milhões de yens. Os membros de sua gangue, liderados pelo masoquista Kakihara, iniciam uma busca, mas a agressividade de seus métodos sangrentos aborrece os membros de outra gangue. Para complicar ainda mais, Kakihara contrata o misterioso matador Ichi, um assassino psicopata com uma infância obscura e secreta, que é controlado por um policial aposentado. Agora será provado para todos que o inferno realmente existe.

Filme live-action dos Cavaleiros do Zodíaco deve chegar em 2018

Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya) ganhará uma versão live-action. O filme inspirado no popular mangá/animê  será rodado em inglês e produzido pela Toei Animation em parceria com a ARGF.

Kozo Morishita, presidente da Toei Animation, comemorou a novidade anunciando o projeto que já vinha engatinhando há dois anos:

"Estamos muito animados em fazer essa parceria com a ARGF para levar este título para uma audiência mundial como um filme de ação com atores, esperamos ser o primeiro de muitos."

Tim Kwok, Miguel Faura e Kozo Morishita e o próprio Masami Kurumada, criador da franquia, assumem a produção do filme. Segundo o site Eiga.com, o polonês Tomasz Baginski deve ser o diretor do longa, no entanto, não há nada confirmado. Vale destacar que Baginski também está associado a recém anunciada série da Netflix inpirada no jogo The Witcher. 

Faça elevar, o cosmo dessa produção...

O filme live-action de Cavaleiros do Zodíaco ainda não tem previsão de lançamento, mas é esperado para 2018.

Filme de Sword Art Online chega aos cinemas no outono de 2017; Veja o trailer

Notícia boa para todos os fãs: Sword Art Online, romance japonês que já vendeu 16.7 milhões de cópias em todo o mundo, vai voltar como um longa-metragem de animação no outono de 2017.

A história, chamada Sword Art Online The Movie - Ordinal Scale, será uma trama totalmente original criada pelo próprio autor da franquia, Reki Kawahara, e contará com traços remodelados de seus personagens, desenhado pelo designer Shingo Adachi.

As primeiras cenas do filme foram reveladas no Anime Expo 2016, que ocorreu no último dia 2 de julho, em Los Angeles, oferecendo para mais de 3 mil fãs que compareceram ao evento um pedacinho bem especial do que vêm por aí. Confira o trailer: 

Na história, Sword Art Online é um Virtual Reality Massively Multiplayer Online Role-Playing Game (VRMMORPG) lançado em 2022, no qual os personagens precisam lutar para sobreviver utilizando o equipamento Nerve Gear, um capacete de realidade virtual que estimula os cinco sentidos do usuário através de seu cérebro. Ele é publicado em light novels, série de romances ilustrados em revistas ou mangás, desde abril de 2009. O sucesso da obra levou a adaptações para animes, jogos, quadrinhos e outros produtos. 

Os personagens e respectivos dubladores no original japonês também foram confirmados: 

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  • Kirito (Kazuto Kirigaya): Yoshitsugu Matsuoka
  • Asuna (Asuna Yuuki): Haruka Tomatsu
  • Yui: Kanae Ito
  • Sinon (Shino Asada): Miyuki Sawashiro
  • Lisbeth (Rika Shinozaki): Ayahi Takagaki
  • Silica (Keiko Ayano): Rina Hidaka
  • Klein (Ryotaro Tsuboi): Hiroaki Hirata
  • Leafa (Suguha Kirigaya): Ayana Taketatsu
  • Agil (Andrew Gilbert Mills): Hiroki Yasumoto
  • Akihiko Kayaba: Koichi Yamadera

Samurai X: O Filme | Novo trailer legendado e sinopse

Versão live-action do anime Rurouni Kenshin, o qual foi baseado na série de mangas publicada anteriormente. O filme conta a histíoria de Kenshin Himura, famoso andarilho que vive durante a Era Meiji e tem como missão proteger o povo do Japão. Kenshin também é conhecido por seu apelido "Hitokiri Battōsai", o qual ele recebeu quando ainda atuava como um assassino. Ainda não estã claro qual será o enredo do filme, mas é certo de que alguns personagens principais estarão presentes na história.