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Crítica do filme A Favorita | Até o amor tem limites...

Yorgos Lanthimos é um daqueles diretores ame ou odeie. Com uma filmografia curta, porém relevante, o diretor grego lança mão de metáforas fantásticas para deixar claro sua visão pessimista da humanidade e de como o mundo é cruel e perverso.

Com uma linguagem peculiar, Lanthimos já se estabelece como um dos nomes mais “interessantes” do cinema contemporâneo. Com uma cinematografia inventiva, histórias diferentes e muita habilidade na hora de extrair o máximo de seus atores, Yorgos Lanthimos chega maduro em A Favorita, entregando a sua obra mais “palatável” e coerente.

Deixando o fantástico um pouco de lado, o diretor tenta analisar a intimidade da corte britânica do início do século 18, mais precisamente do relacionamento da rainha Ana da Grã-Bretanha e suas fiéis conselheiras, as primas Sarah Churchill, Duquesa de Marlborough e Abigail Masham, Baronesa de Masham. Seguindo com seu alinhamento pessimista, o diretor explora como as três personagens jogam com sentimentos e poder para benefício próprio.

O resultado é um filme sólido, com um roteiro bem estruturado, atuações sensacionais, e uma direção refinada — na qual Yorgos presta algumas homenagens e mostra seu próprio talento —, fazem de A Favorita um grande acerto. Não é de se estranhar que o filme seja um dos mais mencionados ao longo da Award Season 2019 e, ao que tudo indica, um dos favoritos ao Oscar 2019.

Chafurdando na lama

Especulando sobre a história, os roteiristas Deborah Davis e Tony McNamara, propõem que o relacionamento da rainha Ana e Sarah, ia muito além de uma competente conselheira política. Em posição de destaque dentro da corte, a Duquesa de Marlborough não só controlava o acesso à sua majestade, como também controlava as próprias opiniões da rainha, através da sua hábil manipulação, seja sentimental, política ou sexual.

Eis que entra em cena Abigail, uma prima de Sarah cuja família caiu em desgraça. Destituída dos louros do passado, Abigail é uma garota de aparência frágil que apenas procura um lugar seguro; ou, pelo menos, é o que ela aparenta ser.

Seguindo uma trama bem familiar para os filmes de época, Rachel Weisz e Emma Stone travam uma batalha ácida em uma espécie de xadrez social pelo afeto da Rainha Ana (Olivia Colman). Insegura, frágil e notadamente bipolar, a rainha está no meio de duas guerras, uma interna e outra externa. As tensões políticas da corte britânica apontam para guerra contra a França, enquanto seu corpo padece lenta e dolorosamente a olhos vistos.

Em tempo descobrimos que, não há vilões e heróis, abusadores e vítimas. Como em todas as outras obras de seu catálogo, Yorgos deixa claro que a humanidade é cruel e perversa. Todos possuem interesses próprios, que podem ou não estar alinhados com os dos outros. 

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As favoritas

O trio Olivia Colman (rainha Ana), Emma Stone (Abigail Masham) e Rachel Weisz (Sarah Churchill) está sensacional. As três dividem o fardo de carregar uma história densa que pode facilmente ser lida como um drama político, em uma espécie de romance, com pitadas de comédia.

Apesar de caricata, Olivia Colman é a estrela do filme, sua transformação em Ana da Grã-Bretanha é excepcional, capaz de enternecer e causar desconforto. Operando no mesmo nível de excelência temos Emma Stone e Rachel Weisz. Contando histórias semelhantes, mas encapsuladas em suas personagens, as duas entregam atuações poderosas que incorporam todos os estágios da ascensão e queda das nobres damas da corte.

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Méritos aqui não apenas para as atrizes, mas também para os roteiristas e para Lanthimos, que conseguem extrair o máximo de cada cena, cada tomada.

Por sinal, a fotografia merece uma menção especial. Com muito estilo e habilidade, o diretor não tem medo de experimentar com lentes, enquadramentos e iluminação para explorar a cena visualmente das mais diferentes maneiras, conferindo um estilo “Barry Lyndon” a toda a obra.

O pessimismo é humor; o otimismo é vontade

A Favorita é um tour de force das três atrizes principais. Olivia Colman, por muito tempo subestimada, finalmente tem a chance de mostrar todo seu talento, enquanto Rachel Veisz entrega o melhor desempenho de sua carreira navengando entre momentos de pura maquiavelice e ternurat enquanto Stone prova seu valor e mostra que é capaz de dividir a tela com atrizes de alto calibre sem perder seu brilho.

Apesar de tratar de temas familiares, e de se fazer valer de um estilo muito próprio, A Favorita destoa um pouco da filmografia de Yorgos Lanthimos, que encontra aqui uma linguagem mais fácil para se comunicar com o grande público. Idolatrado por alguns e execrado por outros, Lanthimos parece ter refinado suas habilidade em nesse filme, resultando em um obra que tem sua marca indelével, mas se apresenta de maneira muito mais acessível aos seus críticos. 

A Favorita é como uma versão refinada de “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil”. Ácido, engraçado e devastador...

Apesar da comparação incosequente, é possível sim estabelecer um paralelo satírico entre A Favorita e o filme nacional de Carla Camurati, Carlota Joaquina, Princesa do Brazil. Ambas as produções especulam ao redor de eventos e figuras históricas para satirizar os costumes e despir a nobreza. Joguetes políticos, escalada social, batalha de egos, tudo que acontece nos corredores escuros dos palácios é escancarado para quebrar a ilusão da perfeição absolutista.

O Traidor, de Marco Bellocchio, terá cenas filmadas no Brasil

Foram encerradas nesta última semana as gravações das cenas que se passarão em terras brasileiras no próximo filme do diretor italiano Marco Bellocchio, o longa-metragem O Traidor. Co-produção entre Itália, Brasil, Alemanha e Itália, o filme terá atores e atrizes dos diferentes países e deve transitar também entre os vários territórios.

A maior parte da história se passará na Itália, onde as filmagens duraram oito semanas, seguidas por duas na Alemanha, e duas no Brasil, onde foram utilizadas como cenário as paisagens da cidade do Rio de Janeiro em seu roteiro. Dirigido por Marco Bellocchio, "O Traidor" é uma coprodução Itália-Brasil-Alemanha-França Brasil

A produção IBC Movie, Kavac Film tem coprodução da Rai Cinema (Itália), Gullane em coprodução com Telecine (Brasil), Match Factory Productions (Alemanha) e AD Vitam (França). O filme é uma biografia de Tommaso Buscetta, o primeiro chefe de alto escalão da máfia a se transformar em informante no caso “Cosa Nostra” em um ato de traição heroica, e é estrelado por Pierfrancesco Favino e Maria Fernanda Cândido. A distribuição no Brasil será feita pela Fênix Filmes e Pandora Filmes.

Com roteiro de Marco Bellocchio, Bibbiana Santella, Ludovica Rampoldi e Francesco Piccolo, a intrigante história italiana mostra a perseguição de Buschetta pela família Corleonni, seu exílio no Rio de Janeiro e o emocionante julgamento (Maxiprocesso) onde pela primeira vez foi revelado publicamente o funcionamento interno da “Cosa Nostra”. O filme será majoritariamente falado em italiano e com algumas cenas em português.

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Marco Bellocchio é diretor de cinema, roteirista e ator italiano. Uma das personalidades italianas mais importantes, no meio intelectual e cultural, ganhou em 1991 o Urso de Prata - Prêmio Especial do Júri no 41º Festival Internacional de Cinema de Berlim por seu filme “The Conviction”. Em 2011, Bellocchio foi premiado com o Leão de Ouro no Festival Internacional de Cinema de Veneza por sua carreira cinematográfica. Em 2006, seu filme “The Wedding Director” foi exibido na seção Un Certain Regard no Festival de Cinema de Cannes.

Em 2009, dirigiu “Vincere”, que esteve na principal competição do Festival de Cinema de Cannes. Seu filme de 2012 “Dormant Beauty” foi selecionado para competir pelo Leão de Ouro no 69º Festival Internacional de Cinema de Veneza. O longa é produzido por Giuseppe Chaschetto, Simone Gattoni, Fabiano Gullane, Caio Gullane, Michael Weber, Viola Fügen, e Alexandra Henochsberg.

“O Que De Verdade Importa” reverterá bilheteria em prol da assistência ao câncer

Na próxima quinta-feira, 27 de setembro, estreia “O Que De Verdade Importa”, filme com uma proposta beneficente bem interessante. O longa reverterá todo o valor líquido arrecadado na venda de ingressos para sete organizações brasileiras que apoiam e dão assistência ao câncer infantil, uma campanha sem precedentes no cinema internacional.

Distribuído pela Anagrama Filmes e dirigido por Paco Arango, o segundo trabalho do diretor é dedicado ao ator e diretor norte-americano Paul Newman, que ajudou a milhares de crianças doentes no mundo inteiro. Arango, além de ser roteirista, produtor e diretor de cinema, preside na Espanha a Fundação Aladina, uma entidade que há mais de dez anos assiste a crianças e adolescentes com diagnóstico de câncer e suas famílias.

“O Que De Verdade Importa” conquistou mais de 2,5 milhões de espectadores na Espanha, México, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Panamá e Colômbia, com renda líquida revertida para organizações locais que se dedicam ao combate do câncer infantil. Nos sete países onde foi exibido, a arrecadação bruta foi de cerca de US$ 10 milhões.

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O Instituto Desiderata é uma das instituições que receberá a renda líquida obtida na arrecadação da bilheteria do filme. Fundado em 2003, o Instituto Desiderata é uma OSCIP - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - que contribui para o fortalecimento da rede pública de atenção ao câncer infantojuvenil, de forma a garantir o diagnóstico precoce e acesso ao tratamento de qualidade no Rio de Janeiro. A instituição atua também na formação de profissionais de saúde, em ações de humanização dos ambientes hospitalares e na mobilização de gestores e da sociedade.

Toda a arrecadação líquida da bilheteria do filme no Brasil será destinada a sete entidades que apoiam o combate ao câncer infantil no Brasil: TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer) em São Paulo; Instituto Desiderata, no Rio de Janeiro; GACC (Grupo de Apoio à Criança com Câncer) na Bahia; NACC (Núcleo de Apoio à criança com Câncer) em Recife; HPP (Hospital Pequeno Príncipe) em Curitiba; Hospital da Criança Santo Antônio em Porto Alegre; e HCAA (Hospital de Câncer de Campo Grande Alfredo Abrão) em Campo Grande.

O elenco é composto por Oliver Jackson-Cohen como o personagem Alec Bailey, Camilla Luddington como Cecília, Jonathan Pryce como Raymond Heacock e Jorge Garcia como Padre Malloy. Confira a sinopse, trailer e mais detalhes clicando aqui.

Veja a ação especial de divulgação de Oito Mulheres e um Segredo no Miss Brasil!

O Miss Brasil Be Emotion 2018, realizado no último sábado, 26 de maio, e transmitido ao vivo pela Band, contou com uma ação especial do filme "Oito Mulheres e Um Segredo", da Warner Bros. Pictures.

Durante a transmissão, o apresentador Cássio Reis pediu imagens ao vivo do cofre que continha a cobiçada coroa de Miss Brasil e para a “surpresa” da audiência, a joia havia desaparecido.

Na volta de um intervalo comercial, após a exibição de um conteúdo exclusivo, o apresentador revelou que o “roubo” foi realizado pelas golpistas profissionais lideradas por Debbie Ocean (Sandra Bullock), mas que tudo não passou de uma parceria com o filme "Oito Mulheres e Um Segredo", que traz em sua trama situação similar de roubo de uma joia em um grande evento. Durante o intervalo comercial, os telespectadores puderam interagir nas redes sociais através da hashtag #QuemRoubouACoroa.

Confira dois vídeos da ação abaixo:

Veja também a segunda parte da ação:

"Oito Mulheres e Um Segredo" tem estreia prevista nos cinemas para 7 de junho. Nele, Sandra Bullock, Cate Blanchett, Anne Hathaway, Mindy Kaling, Sarah Paulson, Awkwafina, Rihanna e Helena Bonham Carter se unem em uma missão. Cinco anos, oito meses, 12 dias... e contando. Esse é o tempo que Debbie Ocean (Sandra Bullock) passou planejando o maior roubo de sua vida.

Ela sabe o que será preciso – uma equipe formada pelas maiores especialistas do ramo, começando por sua parceira no crime Lou Miller (Cate Blanchett). Juntas, elas recrutam um time de especialistas: a joalheira Amita (Kaling); a golpista Constance (Awkwafina); a receptadora Tammy (Paulson); a hacker Nine Ball (Rihanna); e a estilista de moda Rose (Bonham Carter).

O alvo: diamantes que valem nada menos do que 150 milhões de dólares e que estarão pendurados no pescoço da famosa atriz internacional Daphne Kluger (Hathaway), que será o centro das atenções no evento do ano, o Baile de Gala do Met.
O plano é sólido, mas tudo precisa correr perfeitamente para que a equipe consiga entrar no evento e sair de lá com o prêmio. Tudo à vista de todos.

Oito Mulheres e um Segredo também é estrelado por James Corden como um investigador de seguros em busca de respostas; e Richard Armitage, que, involuntariamente, acompanha Kluger ao baile.

Gary Ross (“Alma de Herói”, “Jogos Vorazes”) dirigiu Oito Mulheres e um Segredo a partir de um roteiro que ele coescreveu com Olivia Milch e história de Ross. Steven Soderbergh e Susan Ekins produziram o filme, que tem produção executiva de Michael Tadross, Diana Alvarez, Jesse Ehrman e Bruce Berman, com coprodução de Milch.

A equipe de Ross nos bastidores incluiu o diretor de fotografia Eigil Bryld (“Na Mira do Chefe”), o desenhista de produção Alex DiGerlando (“Indomável Sonhadora”), a editora indicada ao Oscar Juliette Welfling (“O Escafandro e a Borboleta”), o editor vencedor do Oscar William Goldenberg (“Argo”), a figurinista Sarah Edwards (“A Vida Secreta de Walter Mitty”) e o compositor Daniel Pemberton (“Steve Jobs”). Baseado nos personagens criados por George Clayton Johnson e Jack Golden Russell

A Warner Bros. Pictures apresenta, em associação com a Village Roadshow Pictures, Oito Mulheres e um Segredo, uma produção da Rahway Road. O filme estreia em 7 de junho de 2018 e será distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures, uma empresa da Warner Bros. Entertainment; e, em territórios selecionados, pela Village Roadshow Pictures.