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Última semana da mostra "300 anos de cinema" da Cinemateca Brasileira

A programação de setembro da Cinemateca Brasileira vem destacando as diferentes facetas de seu trabalho cultural e científico e convida a uma reflexão sobre suas funções primordiais, o alcance de suas ações, sua abrangência local e nacional.

"300 anos de cinema" é um acontecimento que reúne momentos da história da sétima arte para compor novas constelações cinematográficas: cinema antigo/moderno/clássico/de vanguarda/sonoro/falado/calado/mudo/gritado/vociferado/pulsante/vivo e em transformação constante na sua relação com as artes, com o teatro, o circo, a música e as artes plásticas.

Da lanterna mágica ao cinema digital, do teatro à performance, do circo à vanguarda. Obras fundamentais da história do cinema, restauradas e preservadas pela Cinemateca Brasileira.

Inspirado no trabalho de Henri Langlois (1914-1977), esse conceito de difusão audiovisual procura fortalecer o debate sobre os novos caminhos da cultura cinematográfica. Não basta restaurar filmes. Não basta apresentar filmes, se eles não podem testemunhar a favor de uma ideia dos rumos da história do cinema e da própria situação das cinematecas.

Para que seja possível discutir sobre as recentes transformações do cinema, é preciso novas formas de história, novos enquadramentos que o revitalizem. Para isso, 300 anos de cinema articula filmes de épocas diferentes, espetáculos teatrais e circenses com conferências científicas, projetando no presente lições aprendidas em diferentes fases. O cinema em suas diversas fases.

Acesse o site para conferir a programação e veja a vinheta da Mostra!

Confira as atrações principais:

Elogio a Langlois

A mostra é uma homenagem a Henri Langlois (1914-1977), o notável fundador da Cinemateca Francesa, que revolucionou a história do cinema ao difundir filmes de diferentes períodos sem conexões evidentes. Personalidade marcada pelas batalhas que empreendeu em favor do patrimônio audiovisual mundial, Langlois é o emblema da luta pela legitimidade das cinematecas como instituições de cultura.

Para recuperar o legado dessa figura vulcânica, a Cinemateca Brasileira exibe obras do próprio acervo, preservadas e restauradas ao longo dos últimos anos, reafirmando o lema de Langlois, para quem a missão fundamental de uma Cinemateca era “restaurar o filme na cabeça das pessoas”. Ao exibir obras-primas do cinema mundial em relação com momentos do cinema brasileiro restaurado, a mostra festeja o nonagésimo aniversário do mais convicto dos guardadores de filmes.

Cômicos e mais cômicos

Evocação da era de ouro do cinema cômico norte-americano, quando Mack Sennett, Ben Turpin, Harold Lloyd, Harry Langdon, Roscoe “Fatty” Arbuckle, Charles Chaplin e Buster Keaton desfrutavam de extrema liberdade criativa e, artistas múltiplos, praticavam a acrobacia, a dança, o circo, a mímica, a poesia.

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Com filmes do acervo da Fundação Armando Alvares Penteado, a seleção terá apresentação de Máximo Barro, que discorrerá sobre a evolução do gênero cômico no cinema.

Mais que um complemento

A modernização conservadora brasileira e a convulsão social cubana por meio das lentes das edições de cinejornais do acervo da Cinemateca Brasileira: Cine Jornal Brasileiro, Cine Jornal Informativo, Atualidades Atlântida, Notícias da Semana, Canal 100 e o excepcional Noticiero Icaic Latinoamericano.

Séries estatais e privadas destacam imagens de homens públicos, acontecimentos que marcaram a história política e social, assim como as emoções do esporte e a propaganda de ações filantrópicas. Merece destaque o experimento radical dos Noticieros Icaic, cinejornal capitaneado pelo cineasta Santiago Alvarez em prol da Revolução.

A comunicação de massa e o experimento estético em sintonia com a transformação social permitiram o desenvolvimento da forma do cinejornal, gênero tão rebaixado quanto significativo da história do cinema.

O filme-poema

Segundo o restaurador e teórico Saulo Pereira de Mello, existe na história do cinema uma tradição que pode ser chamada de filme-poema – que não se confunde com o cinema de poesia – da qual faz parte Limite (1931). Essa tradição é representada por um conjunto de filmes que se destaca por novas propostas para a experiência da poesia cinematográfica.

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Isolados em momentos diversos no fim da década de 1920, em contextos ainda mais diversos, esses filmes, vistos em conjunto, se iluminam de forma surpreendente. Como marca, essa tradição propõe o abandono da narrativa linear, em prol do rigor formal e da expressão da individualidade do cineasta-poeta, que reconstrói o mundo por meio de signos rigorosamente compostos, que compõem versos com imagens, abrindo mão da lógica tradicional estabelecida pela narrativa.

Para homenagear Saulo Pereira e seu trabalho de guardião de Limite, a mostra traz grandes clássicos do cinema mundial, como Terra (1930), de Dovjenko, e A paixão de Joana D’Arc (1928), de Theodor Dreyer. Ao recuperar o filme de Mário Peixoto, Saulo penetrou como ninguém nos mistérios de Limite e seus ensaios constituem o que há de mais significativo sobre o filme emblema brasileiro.

A homenagem se completa com o lançamento da edição em DVD de Limite, incluído no segundo número da Revista da Cinemateca Brasileira.

Atrações cênicas

Essa revista teatral articula lanterna mágica, personagens do cinema, elementos do imaginário popular, em atmosfera de horror e mistério. Com dramaturgia e direção cênica de Felipe de Moraes e a participação dos atores Aline Olmos, Ederson Miranda, Fernanda Januzelli, Jeferson Bazilista e Raiane Steichmann, e com a apresentação de uma seleção de imagens para a lanterna mágica concebida por Luisa Malzoni e Ubirajara Zambotto.

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O advento do cinema na França e nos Estados Unidos, 1905-1914 – Curso do Professor Richard Abel. Para acompanhar os primórdios da história da indústria cinematográfica em contextos nacionais diferentes, a mostra traz títulos raros do chamado primeiro cinema.

Filmes que definiram os caminhos do cinema e ajudaram a formar gêneros que se consagrariam no cinema narrativo. Para discutir as culturas, as economias e as sociedades que esses filmes representam, a Cinemateca Brasileira convidou o historiador Richard Abel, professor da Universidade de Michigan. Autor de livros indispensáveis ao estudioso do cinema antigo, como The Red Rooster Scare (Berkeley, 1999), Abel renova os estudos de cinema ao relacionar a história cultural com a história do cinema, descrevendo um contexto amplo através de fontes praticamente intactas.

A Cinemateca Brasileira publica o livro Americanizando o filme – ensaios de história social e cultural do cinema, que reúne ensaios de Richard Abel.

Grafitti cinematográficos

O grafiteiro Presto cria um grande mural inspirado na história do cinema. Intuitivo e com estilo singular, o artista mescla cores e formas, com gêneros e fisionomias da sétima arte.

De forma mais reflexiva, em abordagem erudita, Leon Kossovitch, em Nox São Paulo Grafitti, recupera as origens do graffiti para realizar um ensaio teórico sobre a escrita e a gravura, ao lado de Carlos Matuck, Waldemar Zaidler e Kenji Ota, que colheram imagens dessa manifestação numa soturna São Paulo.

E mais: Maureen Bisilliat e Lúcio Kodato revisitam o Turista Aprendiz em Decantando as Águas, um diálogo cine-foto-gráfico.

É do Brasil! HBO exibe série “HQ - Edição Especial” sobre quadrinhos nacionais

Os brasileiros adoram quadrinhos, mas, de forma geral, a gente só conhece algumas poucas editoras e artistas americanos. Agora, você já pensou que há um mundo de talentos aqui no nosso país?

Foi pensando nisso que a RT Features resolveu produzir a série “HQ - Edição Especial”, a qual mostra um pouco do cenário de quadrinhos no Brasil.

Com episódios dedicados, o material apresenta universos como o de Mauricio de Sousa, o mundo de Ziraldo, os personagens de Angeli, a visão de Laerte, o estilo underground de Mutarelli e a obra dos gêmeos Bá e Moon. Confira o trailer:

Além disso, a produção explora os movimentos coletivos e a história da nona arte no Brasil. Desde Angelo Agostini, um dos primeiros artistas de quadrinhos do mundo, aos quadrinhos de gênero, passando pela invasão brasileira na indústria de super-heróis americanos até a nova geração de quadrinistas independentes. Confira o trailer:

Um novo mundo de quadrinhos em cada episódio

O episódio de estreia, “Primeira Era”, apresenta o cenário do quadrinho brasileiro no século XX com a disputa pelo mercado entre os empresários Adilfi Aizen e Roberto Marinho, a principal responsável pela difusão das histórias em quadrinhos no país e que conquistou diversas gerações.

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No segundo episódio, “O Império”, acompanhamos a trajetória do Mauricio de Sousa, desde a infância até o sucesso dos quadrinhos, que inclusive já ocuparam outros segmentos, como TV, cinema, teatro, parques temáticos, brinquedos e produtos diversos.

O terceiro episódio, “Ziramundo”, conta a história de Ziraldo, que utilizou o desenho para se posicionar contra a ditadura militar sem que a censura o vetasse.

Já o quarto episódio, “O Velho Cartunista”, apresenta a vida e a obra de Angeli, um dos chargistas mais famosos do Brasil. Entre suas obras destacam-se “Chiclete com banana” e “Los 3 Amigos”.

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O quinto episódio, “Laertevisão”, registra a trajetória de Laerte desde a época em que editava a revista do grêmio na USP, o sucesso dos “Los 3 Amigos” até sua fase atual, que oscila entre o nonsense e a crítica social.

O sexto episódio, “Mutante”, aborda o estilo underground de Lourenço Mutarelli e sua temática bizarra que fizeram dele um exemplar na sétima arte nacional.

O sétimo episódio, “Made in Brazil”, apresenta histórias de quadrinistas brasileiros, como Renato Guedes e Mike Deodato, que estão à frente de alguns dos principais personagens de grandes franquias de super-heróis.

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Já o oitavo episódio, “Maus e Humorados”, apresenta a visão pessimista e o humor satírico e politicamente incorreto dos quadrinhos de André Dahmer, Arnaldo Branco e Allan Sieber.

O penúltimo episódio, “Dois irmãos”, aborda a paixão e a dedicação dos irmãos, Fábio Moon e Gabriel Bá, pelos quadrinhos. Eles, inclusive, já possuem três Eisner Awards, prêmio que homenageia os melhores quadrinistas do mundo.

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O décimo, e último episódio, “Os Anos 10”, apresenta o cenário atual a partir dos episódios anteriores e com isso, tenta entender o que há de novo no universo das histórias em quadrinhos e o que está por vir.

É importante ressaltar que a série “HQ - Edição Especial” não apenas fala de quadrinhos, mas traz importantes convidados como Gonçalo Junior, Franco de Rosa, Álvaro De Moya, Mauricio de Sousa, Mônica Sousa, Sidney Gusman, Ziraldo, Angeli, Carolina Guaycuru, Laerte Coutinho, Luiz Gê, Lourenço Mutarelli, Fábio Zimbres, Renato Guedes, Mike Deodato, Rafael Albuquerque, Rod Reis, André Dahmer, Arnaldo Branco, Allan Sieber, Jaguar, Fábio Moon, Gabriel Bá, Duda Carvalho, André Diniz, Gustavo Duarte, Pedro Cobiaco e Vitor Cafaggi.

Ufa! É gente que não acaba mais... E esses são só alguns dos talentos nacionais.

“HQ - Edição Especial” é produzida por Roberto Rios, Maria Angela de Jesus, Paula Belchior e Patricia Carvalho da HBO Latin America Originals; Rodrigo Teixeira e Raphael Mesquita, da RT Features, com recursos da Condecine – Artigo 39.

Anota aí: a série “HQ - Edição Especial” vai ao ar a partir do dia 14 de julho, às 23h, com exclusividade no canal HBO.

Veja o trailer (uma cena de 7 horas) de Ambiancé, filme com 30 dias de duração

Qual é o maior filme que você já viu na vida? O Senhor dos Anéis? O Hobbit? Os Miseráveis? Bom, essas obras realmente são extensas, mas, em questão de duração, nenhuma chega próximo da proposta de Ambiancé, filme do diretor Anders Weberg.

Ambiancé vem para redefinir o conceito de “longa-metragem”. Estamos falando de um filme extremamente longo, com 720 horas de duração (sim, são 30 dias no total). Ele será exibido uma única vez, sendo que a projeção está marcada para o dia 31 de dezembro de 2020.

Como vai funcionar isso? De acordo com as informações no canal de Weberg no Vimeo, a versão final do filme vai ser exibida simultaneamente em todos os continentes (em salas selecionadas, mas ainda não divulgadas).

Após a exibição de 720 horas contínuas e ininterruptas, a obra será permanentemente deletada. Dessa forma, Ambiancé será o filme mais longo que jamais existiu. É um conceito realmente único, já que vai eliminar da face da Terra o trabalho de longos anos. Pode parecer loucura, mas a arte tem dessas coisas.

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E o que vai ter nesse filme? Bom, aí que tá a parte legal. O protagonista do filme é o tempo. Ao longo dessas 720 horas, espaço e tempo se entrelaçam em uma viagem que mais parece um sonho que vai além de ambientes comuns. Para tanto, Weberg usa uma narrativa não-linear que vai mostrar apenas imagem em movimento.

O filme tem dois personagens adicionais (interpretados por Niclas Hallberg e Stina Pehrsdotter), mas que não dialogam ou sequer se enquadram na película. Para entender um pouco dessa ideia, você pode ver o trailer no começo do texto, vídeo que tem 7 horas de duração e que dá um gostinho da jornada proposta pelo diretor.

A música de Martin Juhls — também conhecido como Marsen Jules — dá o tom surreal desta obra inimaginável. A promessa é de que um novo trailer (com 72 horas) seja liberado em 2018. Quem está ansioso pela estreia do filme? O que você acha desse conceito diferenciado?

Uma Obra de Arte: Você pode ajudar a pintar o filme de Van Gogh

Se você é uma pessoa que não sai da internet, já deve ter lido ou apenas visto algo sobre um novo filme que retrata a vida de Van Gogh, chamado “Loving Vincent”. O fato mais original dessa produção é que cada frame será pintado em um quadro a óleo – homenageando não apenas a vida do artista, mas a sua própria arte.

E caso você tenha ficado curioso sobre esse filme, nós temos algo que vai te alegrar: o site oficial tem diversas informações bacanas sobre ela. Uma das mais notáveis é a contratação de artistas para fazer parte da produção, pintando as cenas de “Loving Vincent”. Parece bacana, não é?

Para se candidatar a essa vaga, é lógico que você precisa ser um artista de primeira, falar inglês (a produção é baseada na Polônia) e estar disposto a encarar um treinamento que durará até agosto deste ano. Se você pode preencher esses requesitos, basta clicar aqui. Quer ter uma ideia de como vai ficar o filme? Se liga no trailer que dá um gostinho do resultado parcial:

Além de tudo isso, o site também informa que o filme é dirigido pelo diretor e pintor polonês Dorota Kobiela e Hugh Welchman, ganhador do Oscar por produzir “Peter and the Wolf”. Na produção, também há o envolvimento da empresa Studios Breakthru Films, também ganhadora do Oscar.

Arte Conceitual do novo Jurassic World

Ta sem nada pra fazer em casa? Que tal visitar os répteis fodões da era jurássica? Eles são medonhos, assustadores, e a qualquer momento podem comer sua cabeça. 

2014 é o aniversário de 21 anos do clássico de Spielberg, Jurassic Park. E se você não sabe ainda, um novo filme vai ir às telonas. Com um nome bem original, Jurassic World é a sequencia do filme de 1993 e será dirigido por Colin Trevorrow, que não tem nenhum filme conhecido no currículo. A ideia de Trevorrow é retratar como seria o parque, caso os dinossauros traquinas não o tivessem destruído no primeiro filme.  

O site oficial do artista Nathan Schroeder divulgou a arte conceitual do novo parque que servirá de casa para os dinos e de cemitério para os humanos. Schroeder tem como trabalhos recentes as artes de Avengers Assemble, Star Trek e Jogos Vorazes: Em Chamas. 

Apesar dos rumores iniciais, Jurassic World não será um remake de Jurassic Park e vem com o objetivo de dar uma nova vida à franquia. O set de filmagens será na Isla Nuber (que foi o cenário do primeiro filme) e, como mostram as imagens, o parque foi totalmente reconfigurado e sua tendência ao “todo branco” lembra muito os hotéis luxuosos do Qatar e Barein. Vai ser bem bonito quando os repteis grandalhões fugirem das suas jaulas e destruírem tudinho!

Jurassic World será lançado dia 12 de Junho de 2015.

 

Macabro e estiloso e massa: artistas homenageiam Stephen King

As possibilidades de você estar lendo esta notícia e não conhecer um dos autores de terror mais famosos e aclamados do planeta é bem pequena – e é claro que nós estamos falando do senhor Stephen King, assim como o título já deixa indicado. Acontece que há uma quantidade enorme de gente que acha esse escritor fodão, o que resultou em uma homenagem chamada “King for a Day”.

Nessa iniciativa, diversos ilustradores escolheram algum personagem criado pelo King para criar uma pintura com estilo próprio e que retratasse todo o terror da história em questão. Há vários personagens conhecidos, incluindo o famoso e louco Jack, que apareceu no filme “O Iluminado” (e se você não conhece essa produção, assista porque ela é boa pra cacete, mas deixe uma luz acesa).

Todas as obras vão ser expostas na Hero Complex Gallery, em Los Angeles. Apesar de isso ser um pouco difícil, se você estiver por lá, saiba que vai ser possível conferir esses desenhos lindos até o dia seis de abril. Além disso, todo o dinheiro arrecado em vendas vai ser revertido para a The Haven Foundation, organização que ajuda artistas com algum problema de saúde.

Agora, é muito provável que você tenha pulado todo o texto para ver as ilustrações, certo? Pelo menos isso é algo que eu faria (mentira, amiguinhos, gosto de ler e coisa e tal). Portanto, abaixo você vai encontrar algumas das imagens divulgadas. Aproveite que é de graça!

Ah, e caso você esteja se perguntando, a imagem de destaque dessa notícia é de “Carrie, a Estranha”. Por que? Porque essa é uma história do Stephen King.