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Olhar de Cinema | Festival ganha edição online durante a pandemia

A situação da pandemia no Brasil não parece ter uma melhora tão breve, o que tem impactado em inúmeros segmentos. O cinema é um dos principais afetados, de modo que cada vez mais vemos soluções online para a realização dos festivais. O mais novo evento que recebe uma edição via streaming é o Festival Olhar de Cinema, que tem sua programação dividida em duas plataformas.

Ao todo, o Festival Internacional de Curitiba preparou 17 filmes, os quais são exibidos online tanto pelo site do Olhar de Cinema quanto pela plataforma de streaming MUBI. Vale notar, contudo, que não estamos falando de títulos inéditos. Os filmes selecionados fizeram parte das diversas mostras do festival, desde a sua primeira edição em 2012, e entraram nesta lista por serem obras de destaque tanto pela crítica especializada quanto pelo público.

O site do Festival Olhar de Cinema apresenta nove títulos com o aluguel de R$ 5,00 para cada filme. Após alugar um filme, você tem até 72 horas para assistir. Além disso, é importante mencionar que os filmes ficarão disponíveis pelo período de 30 dias. Uma informação relevante quanto à realização desta edição é que todo o valor arrecadado será doado para duas frentes de combate ao COVID-19.

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Confira a seleção completa dos longa-metragens que estão em cartaz no site do festival:

Além disso, pela plataforma da MUBI também é possível assistir outros 8 títulos (que são diferentes dos que estão no site do Olhar de Cinema). Interessante pontuar que as obras nesta plataforma foram selecionados numa parceria entre a curadoria do festival e a da MUBI Brasil.

Confira a seleção completa dos longa-metragens que estão em cartaz na plataforma MUBI:

  • El mar la mar - de Joshua Bonnetta, J. P. Sniadecki (EUA, 2017)
    *Prêmio Olhar de Melhor Filme
  • Um conte de inverno proletariado - de Julian Radlmaier (Alemanha, 2014)
    *Prêmio de Contribuição Artística
  • A vizinhança do Tigre - de Affonso Uchoa (Brasil, 2014)
    *Prêmio de Melhor Filme pelo Jurí da Crítica
  • Sol Alegria - de Tavinho Teixeira e Mariah Teixeira (Brasil, 2018)
    *Prêmio especial do Júri
  • Espero a tua (re)volta - de Eliza Capai (Brasil, 2019)
    *Prêmio de Melhor longa-metragem brasileiro
  • E agora? Lembra-me - de Joaquim Pinto (Portugal, 2013)
    *Prêmio de Melhor Filme
  • Girimunho - de Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina (Brasil/Espanha, 2011)
    *Prêmio Especial do Júri
  • As Hiper Mulheres - de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takuma Kuikuro (Brasil, 2011)
    *Prêmios:
    Competitiva Olhares Brasil de Longa Metragem - Melhor Filme
    Prêmio da Crítica – Associação Brasileira dos Críticos de Cinema
    Prêmio do Público

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Para assistir aos filmes no MUBI é necessário ter uma assinatura da plataforma, mas para incentivar a cultura, o Festival Olhar de Cinema em parceria com a MUBI estão oferecendo 30 dias grátis! Assim, você pode curtir os filmes do festival e experimentar mais uma opção de streaming. Para começar o seu período de testes, basta clicar aqui.

Pela primeira vez o Festival de Cinema de Rua de Remígio terá exibição online

A terceira edição do Festival de Cinema de Rua de Remígio acontece de 13 a 16 de maio e visa difundir a produção cinematográfica e incentivar produções audiovisuais locais, regionais e nacionais. Será composto por sessões de exibição de filmes, debates, palestras, oficinas, webnários e lives. Diante do momento especial vivenciado no país, em decorrência da pandemia de Covid-19, o festival será realizado no formato online com transmissão através dos canais virtuais do Festival no Youtube, Facebook e Instagram.

Neste ano, os organizadores do evento pensaram em uma composição marcadamente e cheios de desejos. A programação contara contará com três mostras: a Mostra Pedra de Letra – Panorama Nacional, que contempla produções audiovisuais de ficção e documentais com temáticas diversas que dialogam com a diversidade brasileira e abordagens contemporâneas de criações livres sobre a cultura nacional ; a Mostra Arribaçã – Panorama Regional, que apresenta produções audiovisuais de ficção e documentais voltados para abordagens regionais, locais, dos costumes e de práticas de convivências de populações locais; e a Mostra Especial, na qual constam de filmes do projeto Cinema Instantâneo, com edições desenvolvidas em municípios interioranos deste nosso país. O documentário curitibano "Hoje eu não fico no vestiário", que retrata a homofobia no futebol no Brasil, foi selecionado para a Mostra Pedra de Letra - Panorama Nacional. Confira todos os filmes participantes e programação completa do na página oficial do festival!

 A edição de 2020 apresenta-se cheio de contradições, mas não menos curioso e pulsante. Esse será o primeiro “festival de rua” em que o núcleo das ações serão ditadas pela comunicação online. E, em lugar da rua, do escuro de uma sala de exibição e da pipoca, haverá um webcinema onde cada um possui um lugar singular e modo de ser espectador.

"Não haverá o escuro da sala, nem a satisfação dos sorrisos, mas vigorará o play, o clique conectado no aconchego dos lares"

O público será presenteado com sessões cujos filmes possuem uma capacidade original de levar à diversão, sensibilidade e reflexão, mas não deixa de marcar uma proposta que possa dar liga às ansiedades, solidões e, sobretudo, ao desejo pujante do convívio social. Esse conjunto de desejos crava um perfil para a realização do festival: fazer do isolamento um encontro cheio de convívios projetados no que os filmes apresentam.

As recentes transformações socioculturais, o recrudescente ataque à democracia, o álibi moral e a poiesis do espírito humano se coadunam em temas que dão o espírito dessa edição do festival. Não haverá o escuro da sala, nem a satisfação dos sorrisos, mas vigorará o play, o clique conectado no aconchego dos lares. E, por isso mesmo, o desejo é que cada filme possa fazer renascer novas maneiras de nos relacionarmos com aprendizados que inspirem o convívio, que é a lei que constrói a humanidade.

Homenageados

Esta terceira edição do Festival de Cinema de Rua de Remígio presa homenagem à atriz e militante pelos Direitos Humanos, Fernanda Benvenutty; ao ator Thardelly Lima e à atriz Suzy Lopes que participaram do filme “Bacurau” de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

Fernanda Benvenutty

Fernanda Benvenuty estudou Enfermagem e dedicou toda sua vida a militância pelos direitos LGBTs. Foi fundadora e presidente da Associação das Travestis da Paraíba (Astrapa) e vice-presidente da Articulação Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra). Foi uma das primeiras vozes a lutar contra a homofobia na Paraíba, o que a levou à conferências em Brasília, exigindo medidas do Congresso para o combate ao preconceito. Aos 14 anos, Fernanda fugiu com um circo, tornando-se atriz e bailarina. Na época, sofria em casa a falta de compreensão dos pais e familiares. A passagem circense na cidade brotou na ativista o gosto pelos sonhos de Carnaval, fundando em 2004 a agremiação carnavalesca Império do Samba

Thardelly Lima

é ator e arte-educador, graduado e especialista em Representação Teatral pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), de onde resultou o monólogo “Suçuarana”. Iniciou sua carreira artística no teatro no ano de 1999. Participa de trabalhos cênicos coletivos em grupos da cidade de João Pessoa (PB), como o “Graxa”, os “Fodidários” e o lendário grupo “Piollin. Também tuou em espetáculos cênicos como “Alegria de Náufragos” e “Flor de Macambira”. Entre os anos de 2016 e 2020 participou de nove produções audiovisuais nacionais, a exemplo de “Divino Amor”, de Gabriel Mascaro, e com muito destaque interpretou o icônico prefeito Tony Junior, no filme “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, em 2020. Thardelly também participou da novela “Amor de Mãe”, da Rede Globo, como o personagem “Edvaldo”.

Suzy Lopes

Suzy Lopes é bacharel em Teatro pela UFPB e mestre em Literatura e Interculturalidade pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Atua como professora, contadora de histórias e produtora. Atriz marca presença importante na produção cinematográfica paraibana e nacional. Sua primeira aparição no cinema foi com a personagem Eliclaustenes, no filme “Era Uma Vez Eu, Verônica”, do diretor Marcelo Gomes. Em 2016, participou do curta paraibano “Atrito”, dirigido por Diego Lima, o que lhe rendeu prêmios de melhor atriz em diversos festivais de Cinema. Esteve em cartaz em filmes como Sol Alegria (de Tavinho Teixeira), Ambiente Familiar (de Torquato Joel), A Ética das Hienas (de Rodolpho de Barros), Beiço de Estrada (de Eliezer Rolim), Crua (de Diego Lima), A Febre (de Maya Da-rin), Fim de Festa (de Hilton Lacerda), Vestido Branco, Véu e Grinalda, de Marcelo Gomes, Divino Amor (de Gabriel Mascaro).

O festival 

O Festival de Cinema de Rua de Remígio nasceu como fruto da extensão do Festival Audiovisual de Campina Grande, o Comunicurtas UEPB, que chegou à cidade no ano de 2017 com uma Mostra Itinerante. Fez tanto sucesso entre a população local que, no ano seguinte, um grupo de jovens artistas resolveu promover o 1º Festival de Cinema da cidade. O nome do evento faz alusão ao fato da cidade se orgulhar e manter em funcionamento ininterrupto a sua sala de exibição de filmes. Há cerca de 10 anos, o empreendedor Regilson Cavalcante mantém em funcionamento o único cinema de rua da Paraíba, o Cine RT.

Realizado pela Associação Cultural Pedra da Letra, com o apoio da Prefeitura Municipal da cidade de Remígio e da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o festival conta com a colaboração das produtoras Ypurana Cultural, Toco Filmes e Ágora Projetos, além do suporte dos festivais Comunicurtas UEPB e FESTCIMM (Festival Internacional de Cinema do Meio do Mundo – SP).

De graça é top! Assista a 50 Filmes Grátis do Festival Varilux em Casa no Looke

A quarentena está um tédio e você não sabe mais o que assistir na TV? Então, saiba que você acaba de ganhar mais algumas opções (são 50 títulos no total) de filmes grátis - e não tem pegadinha! - para ver no conforto da sua casa! Trata-se de uma iniciativa solidária, patrocinada pela Embaixada da França no Brasil e pelo Grupo Essilor/Varilux, que surgiu para amenizar esse período complicado, de forma que o Festival Varilux ganhou uma versão em casa!

O Festival que anualmente tem uma seleção de filmes premiados disponíveis em cinemas de circuito específico se adaptou a esta época de isolamento, sendo que esta nova modalidade recebe o nome de "Festival Varilux em Casa". Contudo, este edição do evento não anula o Festival habitual (que apenas terá sua data alterada, informação que deve ser divulgada posteriormente).

Bom, no Festival Varilux em Casa, a gente tem uma seleção de filmes bem interessantes. Não estamos falando de filmes inéditos, mas 50 filmes que integraram várias das edições passadas do Festival Varilux de Cinema Francês. Um detalhe bem relevante: os filmes estarão disponíveis gratuitamente por um tempo prolongado: que começa hoje (28 de abril) e dura mais quatro meses!

Esse é o presente que a Embaixada da França, a Essilor/Varilux, patrocinadora master do festival, a produtora Bonfilm e a Looke, plataforma brasileira de streaming, oferecem para os amantes da filmografia francesa: Festival Varilux Em Casa.

Quais filmes estão disponíveis?

Com legendas em português, quase todos os filmes participaram das últimas edições do Festival Varilux de Cinema Francês, evento que ocorre anualmente, em junho, de forma simultânea em mais de 80 cidades brasileiras. Tendo completado dez anos em 2019, o Varilux já exibiu cerca de 200 longas-metragens, somou mais de um milhão de espectadores e realizou cerca de 35 mil sessões.

O público do Festival Varilux Em Casa poderá descobrir ou reencontrar sucessos de edições passadas com grandes astros franceses como Gérard Depardieu (Tour de France), Isabelle Huppert (Branca Como Neve), Catherine Deneuve (O Reencontro, A Última Loucura de Claire Darling), Jean Dujardin (O Retorno do Herói), Juliette Binoche (Quem Você Pensa que Sou, Tal Mãe, Tal Filha, Vidas Duplas), Omar Sy (Jornada da Vida, O Doutor da Felicidade), Vincent Lindon (A Aparição), Virginie Efira (Um Amor Impossível) e Marion Cotillard (Rock and Roll, por trás da fama, Um Instante de Amor).

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A seleção apresenta diversidade de gêneros: comédias (Na Cama com Victoria; Amor à Segunda Vista; Finalmente Livres), dramas (Graças a Deus, de Ozon, vencedor do Urso de Prata em Berlim; A Viagem de Fanny; Através do Fogo), filmes históricos (A Revolução em Paris; O Imperador de Paris, Cyrano mon Amour) e thrillers (A Noite Devorou o Mundo; O Último Suspiro; Carnívoras).

E ainda estão disponíveis seis longas de animação dublados para as crianças assistirem sozinhas ou com a família: Abril e o Mundo Extraordinário; A Raposa Má; O Menino da Floresta; Asterix e o Domínio de Deuses; Asterix e a Poção Mágica e Um Gato em Paris. Para ver a lista completa de filmes, role o texto até o fim.

"Neste momento, em que a indicação é o isolamento social por conta da pandemia e que muitas pessoas devem enfrentar problemas financeiros, queremos ser solidários e propor uma programação de qualidade para entreter e ajudar a passar os dias de quarentena", dizem Emmanuelle e Christian Boudier, organizadores do Festival.

Como eu faço para ter acesso aos filmes?

Para mergulhar nessa seleção especialmente pensada para todos os gostos e todas as idades, basta acessar o link: www.festivalvariluxemcasa.com.br ou clicar logo abaixo

Clique aqui para ver filmes grátis do Festival Varilux em Casa

Esse presente para o público só foi possível graças à participação dos distribuidores A2 Filmes, Bonfilm, California Filmes, Looke e Mares Filmes. Raphaël Ceriez, Adido Audiovisual da Embaixada da França, agradece a participação deles na iniciativa: "No atual cenário, que é inédito, no qual as restrições impostas pela crise mantêm os cinemas fechados, nos orgulhamos de nos juntar à Essilor Brasil e aos distribuidores para compartilhar com o nosso público confinado essa seleção dos melhores filmes vistos nas últimas edições do Festival Varilux de Cinema Francês".

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Guilherme Nogueira, Diretor de Marketing da Essilor/Varilux Brasil, patrocinadora master do evento nas salas de cinema e dessa edição Em Casa, comenta: “o Festival Varilux de Cinema Francês conta com um público fiel todos os anos, e poder oferecer essa opção de entretenimento gratuito para os que estão em casa é motivo de grande orgulho para a Essilor. Esperamos que, com a seleção dos melhores filmes exibidos até hoje, as pessoas experimentem bons momentos em casa e ajude a tornar os dias mais agradáveis.”

Realização Bonfilm. Patrocinadores do Festival Varilux Em Casa: Essilor/Varilux e Embaixada da França. Apoio de mídia: Adorocinema, Folha de São Paulo, Ingresso.com, Le Monde Diplomatique Brasil e Revista Piauí. Apoio cultural: Aliança Francesa Brasil e Unifrance.

Filmes do Festival Varilux em Casa

M8, novo longa de Jeferson De, está na seleção do Festival do Rio

“M8 – Quando A Morte Socorre A Vida”, dirigido pelo cineasta Jeferson De (do premiado "Bróder") é baseada no livro homônimo de Salomão Polakiewicz e conta a história de Maurício (Juan Paiva), um calouro da prestigiada Universidade Federal de Medicina, primeiro aluno negro cotista. A Migdal, produtora do filme, anuncia hoje, Dia da Consciência Negra, que M8 está selecionado para participar do Festival do Rio e estreia no primeiro semestre de 2020.

No Dia da Consciência Negra, a Migdal anuncia que ‘M8’, longa de Jeferson De, está na seleção do Festival do Rio e também aproveita a data para lançar oficial o grupo do Facebook “Resistência M8”.

Filme conta a história do primeiro aluno cotista da Universidade Federal de Medicina

Em sua primeira aula de anatomia, Maurício é apresentado a M8 (Raphael Logam), corpo que servirá para estudo dele e dos amigos durante o primeiro semestre. Em uma jornada permeada de mistério e realidade, Maurício enfrenta suas próprias angústias para desvendar a identidade desse rosto desconhecido.

Ele e os amigos Suzana (Giulia Gayoso), Domingos (Bruno Peixoto) e Gustavo (Fábio Beltrão) formam uma turma que vive as dificuldades e as descobertas do primeiro ano da vida universitária. Dia após dia, eles são confrontados com a aspereza do mundo adulto e têm que fazer escolhas nem sempre fáceis. M8 é distribuído pela Paris Filmes/Downtown Filmes.

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O elenco de "M-8 — Quando A Morte Socorre A Vida" conta com Zezé Motta (Ilza), Ailton Graça (Sá), Alan Rocha (Sinvaldo), Rocco Pitanga (policial), Dhu Moraes (Mãe de Santo), Léa Garcia (Dona Angela), Henri Pagnoncelli (Prof. Djalma), Malu Valle (Carlota) e Lázaro Ramos, que faz uma participação especial.

Além da direção, Jeferson De também assina o roteiro do longa, ao lado de Felipe Sholl. A produção é de Iafa Britz e Carolina Castro, com produção executiva de Romulo Marinho Jr.

8º Olhar de Cinema | Veja os ganhadores desta edição

Enquanto a cultura passa por um momento de desvalorização, o 8º Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba ousou e apresentou a sua maior edição. Foram 131 filmes de várias partes do mundo, divididos em 10 mostras, numa semana que trouxe o cinema para Curitiba, além de incluir duas novas salas, ocupando assim o Espaço Itaú de Cinema, o Cineplex Batel e o Cine Passeio.

O júri da Mostra Competitiva, composto pela programadora brasileira Flávia Cândida, a cineasta portuguesa Rita Azevedo Gomes e crítico e curador cubano Alberto Ramos, elegeu o longa-metragem brasileiro “Diz a ela que me viu Chorar”  como o melhor filme desta edição. O filme francês “Seguir Filmando”, de Saeed Al Batal e Ghiath Ayoub, recebeu o prêmio de Contribuição Artística. O longa-metragem brasileiro “Chão”, de Camila Freitas recebeu o prêmio especial do júri e também foi escolhido como melhor filme pelo público do festival.

Na Mostra Competitiva de Curta-metragens, o vencedor do Prêmio Olhar foi “Aziza”, de Soudade Kaadan. O curta brasileiro “Sete anos em Maio”, de Affonso Uchôa recebeu uma menção honrosa. O Olhar de Cinema também premia o melhor longa-metragem brasileiro das mostras Competitiva, Outros Olhares e Novos Olhares e o curta das mostras Competitiva e Outros Olhares. Os premiados foram o longa “Espero tua (re)volta”, de Eliza Capai e ao curta “Quebramar”, de Cris Lyra.

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O mesmo júri ficou responsável pela premiação dos filmes da mostra Novos Olhares, entregue ao filme “Não Pense que eu vou Gritar”, de Frank Beauvais. Na mostra Outros Olhares, o prêmio foi para “No Salão de Jolie”, de Rosine Mbakam, enquanto “Indianara”, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa recebeu menção honrosa do júri, formado pelo cineasta André Félix, a pesquisadora e professora Patrícia Machado e o programador Raúl Camargo.

Dentre as produções locais, o júri AVEC-PR composto pelas realizadoras Laís Melo e Letícia Simões e pela professora e pesquisadora Virgínia Flores premiou o curta “Mirror Mirror on the Wall”, de Igor Urban. O curta “Essa Terra Não Vai Terminar”, de Matias Dala Stella recebeu menção honrosa.

Para a crítica, o melhor filme foi “Casa”, de Letícia Simões, que recebeu o Prêmio Abraccine. O júri era formado por Ivonete Pinto, Marcelo Müller e Barbara Demerov. Após a cerimônia de premiação foi exibido o filme de encerramento do 8º Olhar de Cinema, “Breve História do Planeta Verde”, uma coprodução Argentina, Brasil, Alemanha e Espanha, dirigida por Santiago Loza. Amanhã, o festival exibe os filmes premiados e outros títulos selecionados.

Confira a lista completa de premiados:

Prêmio AVEC-PR 

Melhor curta-metragem da mostra Mirada Paranaense;

Mirror Mirror on the Wall, de Igor Urban

Menção Honrosa;

Essa Terra não vai Terminar, de Matias Dala Stella

Prêmio da Crítica / Abraccine

Melhor longa-metragem da mostra Competitiva;

Casa, de Letícia Simões

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Outros Olhares

Prêmio de Melhor Filme da mostra Outros Olhares | Longa

No Salão de Jolie, de Rosine Mbakam

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Menção Honrosa;

Indianara / Indianara de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa

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Novos Olhares

Prêmio de Melhor Filme da mostra Novos Olhares;

Não Pense que eu vou Gritar, de Frank Beauvais

Melhor Filme Brasileiro | Longa

Espero tua (re)volta, de Eliza Capai

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Melhor Filme Brasileiro | Curta

Quebramar, de Cris Lyra

Prêmio do Público

Chão, de Camila Freitas

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Competitiva

Prêmio Olhar de Melhor Filme - Curta-metragem 

Aziza, de Soudade Kaadan

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Menção Honrosa curta-metragem

Sete anos em Maio, de Affonso Uchôa

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Prêmio Olhar de Melhor Filme | Longa

Diz a ela que me viu Chorar, de Maíra Bühler

Prêmio de Contribuição Artística

Seguir Filmando, de Saeed Al Batal, Ghiath Ayoub

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Prêmio Especial do Júri

Chão, de Camila Freitas

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Crítica do filme Banquete Coutinho | As identidades de Coutinhos

Ninguém nada no mesmo rio duas vezes, o mesmo acontece em produções cinematográficas. Um filme nunca é o mesmo filme, é outro filme, como afirma Eduardo Coutinho no documentário "Banquete Coutinho", que estreou mundialmente na 8º edição do Festival Olhar de Cinema. 

Nesta metalinguagem de fazer documentário sobre o documentarista, o diretor Josafá Veloso convida o espectador a conhecer as técnicas de quem sempre esteve por de trás das câmeras, o célebre diretor Eduardo Coutinho. Utilizando-se do formato expositivo, característica principal das obras de Coutinho, o filme aborda questões filosóficas sobre o ato de fazer filme e a linha tênue da ficção e a realidade.

Seguindo a curadoria de abertura do Festival Olhar de Cinema, que busca colocar uma reflexão no ato de fazer filme e a  relação híbrida da realidade e ficção,  também levantado no filme inaugurou a sétima edição do festival "Djón, África" de Filipa Reis e João Miller Guerra , o documentário de Josafá traz ao público uma análise profunda de Coutinho, que criou esta linha tênue de pessoas e atores, personagens e rotinas. 

De forma intensa e com tom sarcástico do personagem principal, o longa torna-se  uma viagem no profundo processo de criação que o documentarista Coutinho desenvolveu ao longo de 49 anos de produção. Para isso, diretor Veloso, também personagem do seu filme, cria uma linha narrativa entre a entrevista de Coutinho, dois anos antes da sua morte, com vasto material de arquivo produzido pelo jornalista, incluindo grandes obras do cinema brasileiro, como "Cabra Marcado Para Morrer" e "Jogo de Cena".

Durante 74 minutos, é possível notar a busca do diretor para entender quem é o personagem do seu documentário,  que transita entre o seu perfil mau humorado e sem abertura com o seu lado mais empático de conhecer os sentimentos e histórias mais densas das pessoas que conheceu e entrevistou.

Neste mistério de tentar compreender, Josafá tenta responder a pergunta que não quer calar: Será que o Coutinho fez sempre o mesmo filme? De forma reflexiva, o questionamento ultrapassa a percepção do cinema e entra no hemisfério profundo de como encontramos uma história na rotina e o que torna aquele momento em algo ficcional.Um filme que não só aproxima o público de Coutinho, mas que coloca o espectador em frente as várias pessoas e personagens que o tornaram documentarista.

Festival de Cinema no sertão chega a sua 3º edição

O CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema entra em seu terceiro ano de construção. São quase 60 filmes exibidos de um total de mais de 260 inscritos para a mostra competitiva, entre curtas e longas, durante suas duas primeiras edições. A Mostra Sagaranade Cinemase consolida no calendário cultural da Vila de Sagarana, em Arinos (Minas Gerais,) sendo realizada entre os dias 12 e 14 de setembro de 2019.  

Além da exibição de filmes, o CineBaru continuará a promover rodas de conversas, programação musical, oficinas e atividades infantis. Em suas duas primeiras edições a Mostra realizou um total de 22 vivências, compartilhando a experiência de levar a tela grande para uma região desprovida de salas de cinema, além de também expor e debater temas presentes no território, principalmente os conceitos de Tradição e Mestres/as, Cidade e Sertão, Mulheres no Sertão, Meio Ambiente e Água, Agroecologia, Cinema e Ativismo, Literatura Roseana, Comunidades e Povos Tradicionais, etc. 

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O CineBaru tem o objetivo de mostrar o sertão mineiro ao mundo, o mundo ao sertão mineiro. Promover essa imersão no sertão tanto enquanto local de encontro cinematográfico quanto diante da formação de um novo público na agenda de festivais de cinema, fortalecendo essa rede de realizadores, moradores, produtores e pesquisadores. Em resumo: convivência cultural, social, política e artística por meio produção e exibição de filmes que inauguram um olhar nesse novo ambiente audiovisual. Fazer exibi reviver cinema no sertão mineiro a partir de suas inquietações, saberes, dificuldades e valores.  Confira o Chamado de Filmes para a Mostra Competitiva Regional.

As inscrições seguem abertas até o dia 05 de junho, com resultado previsto para o dia 03 de julho

Quem faz

​O CineBaru surge de uma articulação idealizada por um coletivo de caminhantes, intitulados Ecos do Caminho, que seguem com uma sede em Sagarana, onde realizam há quatro anos atividades culturais, sociais e ambientais. 

Contato

E-mail: [email protected] 

Telefone: (31) 9 8711-0610 

Festival Olhar de Cinema 2019 já tem programação definida

A oitava edição do Festival Olhar de Cinema já tem data marcada para acontecer em Curitiba - entre os dias 05 e 13 de junho. Com 10 mostras diferentes e uma programação que inclui cerca de 150 filmes em diversos cinemas da cidade, o evento reúne produções nacionais e internacionais avaliadas e premiadas por um juri formado por jornalistas e críticos de cinema, além de profissionais da área do audiovisual.

Além das exibições, o Olhar de Cinema também promove oficinas de cinema e sessões de conversa com profissionais da área.

Desde 2012, quando fez sua primeira exibição, o Olhar de cinema já exibiu mais de 600 filmes para mais de 115 mil pessoas, com o objetivo de incentivar o cinema independente.

Fique de olho no Café com Filme para acompanhar as novidades e programação do festival!

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"As Viúvas" abre a vigésima edição do Festival do Rio de Cinema

As Viúvas”, longa da Fox Film com Viola Davis, será o filme de abertura do Festival do Rio, que acontece entre os dias 1º e 11 de novembro. O filme, do aclamado diretor Steve McQueen, traz a história de quatro mulheres que precisam assumir uma dívida deixada por seus maridos criminosos para salvarem os próprios destinos.

A abertura do festival acontece no dia 1 de novembro, no Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro.  “As Viúvas” será lançado nos cinemas de todo o Brasil no dia 29 de novembro.

As protagonistas desse thriller intenso são a vencedora do Oscar, Viola Davis, que interpreta Veronica; Elizabeth Debicki, no papel de Alice; Michelle Rodriguez, interpretando Linda; e Cynthia Erivo, como Belle.

O elenco conta ainda com as interpretações do vencedor do Oscar, Robert Duvall; do indicado ao Oscar, Liam Neeson; e dos atores Colin Farrell, Daniel Kaluuya e Brian Tyree Henry.

Para ver o trailer, sinopse e demais detalhes, clique na ficha relacionada abaixo.

Ferrugem, Las Herederas e Guaxuma são eleitos os melhores filmes em Gramado

"Ferrugem", de Aly Muritiba, foi eleito pelos jurados do 46º Festival de Cinema de Gramado o Melhor Filme de longa-metragem brasileiro dessa edição. A produção paranaense levou ainda os Kikitos de Melhor Roteiro (Jessica Candal e Aly Muritiba) e Melhor Desenho de Som (Alexandre Rogoski, por Ferrugem). "A Cidade Dos Piratas", de Otto Guerra, recebeu menção honrosa "por colocar questões atuais no formato de humor não domesticado".

Entre os longas estrangeiros, o filme paraguaio "Las Herederas" saiu consagrado, com quatro dos seis Kikitos em disputa: além de Melhor Filme, Marcelo Martinessi foi eleito o Melhor Diretor e ganhou também o prêmio de Melhor Roteiro. O Kikito de Melhor Atriz ficou com o trio de protagonistas da película, que aborda o amor entre mulheres na terceira idade: Ana Brum, Margarita Irun e Ana Ivanova. "Las Herederas" também foi o favorito do público do 46º Festival de Cinema de Gramado.

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Já o prêmio Especial do Júri foi para "Averno", de Marcos Loayza, "pela sua ousadia em contar uma história que se inspira na mitologia própria da Bolívia, mas distanciada dos modelos cinematográficos tradicionais".

Entre os filmes de curta-metragem brasileiros, vitória da animação "Guaxuma", de Nara Normande. O júri ainda concedeu um prêmio especial para "Estamos todos aqui", "pela coragem e pertinência de retratar cinematograficamente temas de grande relevância social, num ato criativo de imersão e de digna resistência".

Nessa competição, os jurados também justificaram a escolha de Maria Tugira Cardoso como a melhor atriz. Ela, na verdade, é a personagem do documentário "Catadora de gente", mas os avaliadores de Gramado entenderam que "pela força de seu carisma singular, história de vida e por entender que o protagonismo no documentário está como para a atuação na ficção", a recicladora merecia o Kikito. Ainda entre os curtas, o Prêmio Canal Brasil ficou com "Nova Iorque", de Leo Tabosa.

O júri da crítica presente no 46º Festival de Cinema de Gramado também elegeu os três melhores filmes na opinião de seus integrantes. Entre os longas, "Benzinho", de Gustavo Pizzi se destacou em razão do "domínio do ritmo, dos pequenos detalhes do cotidiano e do retrato terno dos laços familiares aliados à simplicidade de sua narrativa e à força do elenco".

Também recaiu sobre "Las Herederas", de Marcelo Martinessi, a escolha da crítica: "pela delicadeza ao destacar personagens de uma faixa de idade pouco retratada através da sexualidade, assim como seus espaços em nossa sociedade como também seu impressionante conjunto de atuações".

Por fim, o melhor filme em curta-metragem brasileiro na opinião da crítica foi "Torre", de Nádia Mangolini. A justificativa foi o "uso inventivo da técnica animação" e também "pelo respeito aos personagens e suas memórias, e pela reflexão de um período traumático da nossa história". A produção levou também o troféu do Juri Popular.

Veja quem foram os vencedores do 46º Festival de Cinema de Gramado

Curta-metragem brasileiro

Melhor Desenho de Som: Fábio Carneiro Leão, por Aquarela
Melhor Trilha Musical: Manoel do Norte, por A Retirada Para Um Coração Bruto
Melhor Direção de Arte: Pedro Franz e Rafael Coutinho, por Torre
Melhor Montagem: Thiago Kistenmacker, por Aquarela
Melhor Fotografia: Beto Martins, por Nova Iorque
Melhor Roteiro: Marco Antônio Pereira, por A Retirada Para Um Coração Bruto
Melhor Ator: Manoel do Norte, por A Retirada Para Um Coração Bruto
Melhor Atriz: Maria Tugira Cardoso, por Catadora de Gente
Prêmio Especial do Júri: Estamos todos aqui, de Chico Santos e Rafael Mellim
Prêmio Canal Brasil de Curtas: Nova Iorque, de Leo Tabosa
Melhor Filme do Júri Popular: Torre, de Nádia Mangolini
Melhor Direção: Fábio Rodrigo, por Kairo
Melhor Filme: Guaxuma, de Nara Normande

Longas estrangeiros

Melhor Fotografia: Nelson Waisntein, por Averno
Melhor Roteiro: Marcelo Martinessi, por Las Herederas
Melhor Ator: Nestor Guzzini, por Mi Mundial
Melhor Atriz: Ana Brum, Margarita Irun e Ana Ivanova, por Las Herederas
Prêmio Especial do Júri: Averno, de Marcos Loayza
Melhor Filme do Júri Popular: Las Herederas, de Marcelo Martinessi
Melhor Direção: Marcelo Martinessi, por Las Herederas
Melhor Filme: Las Herederas, de Marcelo Martinessi

Longas brasileiros

Melhor Desenho de Som: Alexandre Rogoski, por Ferrugem
Melhor Trilha Musical: Max De Castro e Wilson Simoninha, Por Simonal
Melhor Direção de Arte: Yurika Yamazaki, por Simonal
Melhor Montagem: Gustavo Giani, por A Voz Do Silêncio
Melhor Ator Coadjuvante: Ricardo Gelli, por 10 Segundos Para Vencer
Melhor Atriz Coadjuvante: Adriana Esteves, por Benzinho
Melhor Fotografia: Pablo Baião, por Simonal
Melhor Roteiro: Jessica Candal e Aly Muritiba, Por Ferrugem
Melhor Ator: Osmar Prado, por 10 Segundos Para Vencer
Melhor Atriz:  Karine Telles, por  Benzinho
Menção Honrosa: A Cidade Dos Piratas, de Otto Guerra
Melhor filme do Júri Popular: Benzinho, de Gustavo Pizzi
Melhor Direção: André Ristum, por A Voz Do Silêncio
Melhor Filme: Ferrugem, de Aly Muritiba

Prêmios da Crítica

Melhor filme em curta-metragem brasileiro: Torre
Melhor filme em longa-metragem estrangeiro: Las Herederas
Melhor filme em longa-metragem brasileiro: Benzinho