Bryan Singer - Café com Filme

X-Men: O Filme | Trailer legendado e sinopse

Nascidas em um mundo marcado pelo preconceito, há crianças que possuem poderes extraordinários e perigosos — resultado de mutações genéticas ímpares. Sob a orientação do Professor Xavier, os renegados aprendem a usar seus poderes e agora terão que proteger aqueles que os temem do sinistro Magneto.

Operação Valquíria | Trailer oficial e sinopse

Operação Valquíria traz uma dramatização do golpe político e tentativa de assassinato ocorrido no dia 20 de julho, realizado por renegados do exército alemão contra Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

Os Suspeitos (1995) | Trailer legendado e sinopse

Cinco criminosos (Kevin Spacey, Gabriel Byrne, Benicio Del Toro, Kevin Pollak e Stephen Baldwin) se envolvem acidentalmente com o maior gangster de todos, o enigmático Keyser Soze. Quando os homens relutantemente concordam em executar um trabalho para Soze as coisas não saem exatamente como planejado.

Crítica do filme X-Men: Apocalipse | Sem medo de enfrentar o mundo

Os filmes dos X-Men no cinema já viraram uma verdadeira novela e o público, muitas vezes, ficou dividido com algumas das histórias apresentadas na telona — ainda mais com algumas decisões polêmicas que colocaram o futuro da série em risco.

Felizmente, a Fox conseguiu recuperar a moral com os títulos “Primeira Classe” e “Dias de Um Futuro Esquecido” — principalmente com a viagem temporal do último longa-metragem—, o que deixou muitos céticos esperançosos quanto ao desfecho dessa nova trilogia.

Para garantir o bom andamento da coisa, Bryan Singer (lembrando que ele dirigiu os dois primeiros filmes lá no começo dos anos 2000) toma as rédeas novamente e tenta levar a história para uma conclusão épica, com direito a um embate com um dos principais vilões da franquia: o Apocalipse.

Pois é, apelação é a palavra de ordem no novo capítulo. Sem saber como vai ser a reação do público, a Fox resolveu chegar com os dois pés no peito e soltar todos os especiais do chefão num filme só para não ter erro. Sinceramente, eu acho que deu bem certo.

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Assim, para quem curte ação e embalou legal no título anterior, “X-Men: Apocalipse” chega como uma conclusão espetacular, com muita ação e unindo várias pontas soltas. Para os fãs dos quadrinhos, talvez alguns excessos acabem diminuindo a empolgação. Bora falar mais desse filme que tem poderes de causar discussões.

Trama amarrada, mas enrolada

Se você acompanhou as notícias e trailers do filme, na certa já deve manjar um mínimo da história (até porque o teaser no final do filme anterior já tinha dado essa dica). O filme começa lá no Egito Antigo, quando somos introduzidos ao primeiro — e mais poderoso — mutante: Apocalipse.

Esse cara azulado acumulou poderes ao longo dos anos, tanto que ele acabou se tornando imortal e invencível. Só que, depois de um sono de beleza de milhares de anos, o cara acordou boladão com a palhaçada que tá rolando na Terra (e com razão, né?).

A parte bacana no desenvolvimento da trama de “X-Men: Apocalipse” é que ela consegue agregar uma tonelada de informações sem criar elos forçados ou sem deixar pontas soltas. Toda essa história do Apocalipse é contada em detalhes e, aos poucos, o filme tenta convencer a plateia sobre os planos do personagem.

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Paralelamente, o longa tenta juntar as pontas com o que sobrou no fim de “Dias de Um Futuro Esquecido” e apresentar alguns mutantes já conhecidos. De fato, a introdução de tantos personagens faz o filme virar uma grande salada mista, só que isso se faz necessário, principalmente se a gente pensar no vilão em questão.

Apesar de apresentar argumentos para a presença dos personagens, o filme acaba exagerando na dose, principalmente com o Wolverine de volta aos holofotes. Às vezes, dá a impressão que tem cena que está ali para encher linguiça. O resultado é um longa-metragem compridão, que pode saturar pelo excesso de coisas. Contudo, não dá pra negar que teve vários mutantes que ficaram legais, como o Noturno e a nova Sansa Jean Grey.

Sobrou poder, faltou dinheiro

Bom, se a história acerta em boa parte, a execução talvez peque em alguns pontos. Veja bem, o filme se sustenta muito nos efeitos especiais, até porque a gente tá falando de mutantes que usam poderes insanos. Até aí, nada de extraordinário, porque isso já é terreno comum na franquia. Só que, o Apocalipse chega pintando e bordando na telona, o que deixou as coisas meio exageradas.

Antes mesmo de conferir o filme nas telonas, eu já tinha a impressão de que a maquiagem do Apocalipse não estava lá essas coisas. No cinema, o cara fica amedrontador, até porque ele é gigante e tem muitos poderes assustadores, mas a aparência azulada de Blue man ainda não convenceu legal. Sabe aquela coisa de “tá ok, mas poderia ficar melhor”? Então...

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Tudo bem, do jeito que ficou, o filme já mostra muita ação e, pelo menos, exploraram muitas das habilidades do vilão. Só que dava para ficar ainda mais interessante se ele não ficasse tão parecido com um cosplay. Usar efeitos adicionais para fazer o personagem voar e realmente tomar conta da tela é o tipo de ousadia que faltou aqui.

Felizmente, o que falta de um lado, acaba sobrando de outro. A ação do filme é frenética em várias partes, os mutantes estão liberando seus poderes constantemente e, na moral, o Mercúrio arrasa novamente. É o tipo de coisa que deu certo e tem que continuar, porque isso dá um diferencial bacana para a película.

Bom, é isso aí, o novo filme dos X-Men vai dividir opiniões, mas felizmente a Fox enfrentou o mundo com ousadia e fechou legal a trilogia. Não é um filme perfeito, não é o melhor filme dos X-Men, mas é divertido. Se duvidar, a Fox consegue alinhar mais sequências, até porque um filme desses tem o poder de fazer chover dinheiro. Veja no cinema pra ficar empolgadaço!

X-Men: Apocalipse | Novo trailer legendado e sinopse

Desde o início da civilização, ele era adorado como um deus. Apocalipse, o primeiro e mais poderoso mutante do universo X-Men da Marvel, acumulou os poderes de muitos outros mutantes, tornando-se imortal e invencível. Ao acordar depois de milhares de anos, ele está desiludido com o mundo em que se encontra e recruta uma equipe de mutantes poderosos, incluindo um Magneto desanimado (Michael Fassbender), para purificar a humanidade e criar uma nova ordem mundial, sobre a qual ele reinará.

Como o destino da Terra está na balança, Raven (Jennifer Lawrence), com a ajuda do Professor Xavier (James McAvoy) deve levar uma equipe de jovens X-Men para parar o seu maior inimigo e salvar a humanidade da destruição completa.

Crítica X-Men: Dias de um Futuro Esquecido | A esperança de um amanhã melhor

Depois da bagunça que virou a série de filmes X-Men (com direito a duas porcarias de filmes dedicados ao Wolverine), a Fox resolveu se espertar e aproveitar algumas boas ideias para não deixar os mutantes caírem no desgosto dos fãs.

Lá em 2011, tivemos o “X-Men: Primeira Classe”, que já foi legal — se comparado à bosta que foi X-Men 3 — e que mostrava a turminha ainda  jovem. Agora, o diretor Bryan Singer (que dirigiu X-Men: O Filme e X-Men 2) resolveu assumir o projeto novamente e dar vida a uma das histórias mais interessantes dos quadrinhos.

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X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” retrata um futuro caótico em que os mutantes (bonzinhos e vilões) estão na merda profunda. As Sentinelas (uns robôs gigantes que têm todos os poderes do mundo e são feitas de um polímero especial) chegaram para destruir geral e nem mesmo a união das turminhas do Magneto e do Xavier conseguiu dar conta do recado.

Como fazer para resolver esse problema? Óbvio: fazendo uma viagem no tempo e impedindo que o projeto das sentinelas fosse para frente (coisa fácil que todo mundo faz quando tá de bobeira). É aqui que entra o poder da Lince Negra (Ellen Page), uma habilidade que surgiu sem nenhuma explicação e garante que uma pessoa volte uns dias no tempo.

O que complica um pouco a missão é essa impossibilidade de mandar alguém algumas décadas para o passado. Felizmente, Logan (também conhecido como Wolverine) tem uma capacidade de se regenerar como ninguém e ele pode voltar quanto tempo quiser. Assim, ele é escolhido para voltar e alertar os jovens Erik e Charles Xavier sobre o que o futuro reserva.

Chegando ao passado, nosso amigo Hugh Jackman vai ter que impedir a Mística de assassinar um homem chamado Bolivar Trask, o qual é o responsável por criar as Sentinelas e zoar legal com os mutantes. Isso é mais ou menos a sinopse do filme — então não me venha reclamar de spoilers. Até parece complicada a história, mas pode ficar tranquilo que você não vai se perder.

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Durante o desenrolar dos acontecimentos, o Professor Xavier, o Wolverine e todo mundo vai explicar o que está rolando várias vezes. Essa repetição de enredo é desnecessária, mas é compreensível, visto que a ideia é fazer com que todo mundo entenda o que está acontecendo.

Mais um filme do Wolverine?

Boa parte de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” se passa na juventude dos mutantes, logo após as tretas do “Primeira Classe”. O Logan é jogado no meio da confusão e tem que ir falar com a molecada que tá brigada. Como era de se esperar, Hugh Jackman continua saradão, engraçadinho e manjador. Ele fica no comando de muitas cenas, mas é bom ressaltar que este não é um filme do bonitão de garras.

Muito pelo contrário. A história é bem balanceada e troca de protagonista conforme o desenrolar dos fatos. Há cenas em que o papel principal é do Xavier e outras que são dominadas pelo Magneto. Tanto McAvoy quanto Fassbender já haviam provado suas capacidades no filme antecessor, mas aqui eles mostram que têm muito para entregar. Apesar de uma ou outra cena podre (como a do Xavier deixando o coração falar mais que a mente), os dois se saem bem.

Temos também outros personagens secundários tomando as rédeas. Um dos que mais ganha destaque logo no começo é o Mercúrio. Ele é mais veloz que o Sonic Ouriço e faz uma das cenas mais legais da película. Sério. Evan Peters mandou bem. Aquilo que vimos em trailers e comerciais é ainda mais foda!

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Destaque especial também para Peter Dinklage, que não é tão fuderengo quanto em Game of Thrones, mas que mostra sua versatilidade em um papel bem diferente. Outros personagens que aparecem bastante são a Mística, a Lince Negra e o Fera. Jennifer Lawrence dispensa comentários, porque é linda e sabe o que faz. Nossa querida Ellen Page arrasa demais nos poderes e sofre tanto quanto em Beyond: Two Souls. E o Nicholas Hoult tá ali de enfeite.

Um filme bom do começo ao fim

Se você viu os últimos “filmes” (se é que assim podemos chamar) do Wolverine, sabe que mesmo tendo bons personagens em mãos e infinitas possibilidades, os roteiristas e produtores podem acabar com toda a esperança dos fãs e fazer as pessoas ficarem receosos quanto ao futuro. Felizmente, o novo filme dos X-Men vem para provar que dá pra fazer coisas boas.

“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” é equilibrado e muito bem balanceado. A história encaixa certinha (apesar de deixar umas dúvidas) e tudo foi muito bem pensado. Não temos um panorama muito amplo do caos que se estabeleceu no mundo, sendo que as cenas no futuro são mais focadas em pequenos cenários. De qualquer forma, existe uma ambientação convincente e dá pra ter uma noção do todo.

Ao mostrar os tempos antigos, o filme ganha outra dimensão. Aqui vemos o mesmo universo do filme antecessor. Os figurinos e os cenários foram devidamente planejados para simular que estamos no passado. Não estranhe se você ver um ou outro aparato tecnológico muito avançado para a década de 1970, pois é preciso considerar que estamos falando das mais altas tecnologias secretas da época.

No que diz respeito à sonoridade, a trilha sonora é estupenda. Aliás, John Ottman está de parabéns. Ele já acompanhou Singer em outros projetos, mas poucos trabalhos dele foram tão expressivos. O filme ainda aproveita algumas canções comerciais, como a bela música “Time in a bottle” de Jim Croce.

Eu não faço ideia de como foi que a Fox teve a ideia de chamar o Bryan Cantor para dirigir esse novo X-Men, mas, com certeza, eles não poderiam ter uma ideia melhor (ok, talvez outros pudessem fazer melhor, porém a escolha foi boa). Singer já estava há um bom tempo sem fazer algo que prestasse, mas mostrou que ainda sabe o que faz.

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Quero deixar aqui também minha admiração por Simon Kinberg. Sério, o roteirista não poderia ter tido melhor forma de se redimir. Depois de cagar geral em “X-Men: O Confronto Final”, Kinberg provou que podia consertar as coisas e fez bonito no novo filme dos mutantes. Tudo está bem amarrado (apesar de haver algumas cenas questionáveis e desnecessárias, mas tá ok) e o resultado final vem para agradar os fãs e para a Fox mostrar que ainda há esperança.

Uma dica: veja a cena pós-créditos (que tem alguns segundos de duração) e pense nas infinitas possibilidades para X-Men: Apocalypse, que chega em 2016 aos cinemas sob a direção de Singer.