Em tempos de revolução civil e política na África, a diretora (Charlize Theron) de uma agência humanitária que fornece ajuda internacional encontra um médico voluntário (Javier Bardem) e tem que tomar decisões éticas difíceis em relação às suas atividades no continente.
Charlize Theron chegou aos cinemas explodindo tudo em “Atômica”, enquanto Nicole Kidman e um time de mulheres arrasa o quarteirão em “O Estranho que Nós Amamos”. Por outro lado, não faltam títulos com mulheres estereotipadas e retratadas como unicamente fúteis e superficiais ou, ainda, aqueles em que são objetificadas. Os recentes "Baywatch" e a releitura de "Jumanji" são exemplos claros.
Afinal de contas, as coisas estão mudando ou não para as mulheres no cinema?
Reunimos um time especial, tiramos os homens da sala e convidamos mulheres para uma edição exclusivamente feminina do Podcafé, para discutir a presença delas na frente e atrás das câmeras, no cinema nacional e internacional.
Estamos sendo representadas com toda a complexidade que merecemos nos papeis? E na parte da produção, há igualdade de gênero na direção, roteiro, produção e cargos executivos? Bem longe disso! Em 2016, ano que bateu recorde de presença feminina nos papéis centrais dos filmes, apenas 29% dos longa-metragens de Hollywood foram protagonizados por mulheres, de acordo com estudo realizado na Universidade de San Diego, na Califórnia.
O mesmo estudo mostra que a porcentagem de mulheres que têm fala nos filmes é de apenas 32%, conseguem imaginar? E quando a gente faz recorte de raça, então... 75% das mulheres que aparecem em papeis centrais são brancas. Ou seja: um longo caminho ainda está pela frente.
Neste Podcafé XX, a gente discute um pouquinho sobre nossa percepção com relação à presença feminia no cinema. Dá o play aí e confira o que quatro mulheres têm a dizer sobre isso. Veja também em seguida uma lista de filmes com o selo PodEmpoderar, de produções dirigidas e roteirizadas por mulheres ou com um olhar coerente sobre as mulheres retratadas!
*Importante, pessoal! Com "Podcafé XX", a gente quis fazer uma referência ao feminino, mas, de forma nenhuma queremos ser excludentes ou cisnormativos. Por isso, esse podcast traz também menção a filmes com mulheres trans, assim como a lista acima. Se você tem alguma dica de filmes ou quer comentar algo sobre, manda nos comentários! ;)
"Atômica" é um filme baseado em uma história em quadrinhos de Antony Johnston e Sam Hart, com roteiro adaptado por Kurt Johnstand de uma forma complementar ao material original. Em resumo, o filme é sobre uma agente secreta britânica chamada Lorraine Broughton (Charlize Theron) sendo interrogada e narrando sua missão mais recente. Ela é extremamente capacitada, fria, calculista, luta como John Wick e seduz como James Bond, tanto homens quanto mulheres.
Ela é enviada a Berlim após outro espião ser assassinado, e uma lista super secreta com os nomes e codinomes de diversos espiões ser roubada por um operativo da KGB. Ao chegar na Alemanha, ela faz contato com David Percival (James McAvoy), um agente da MI6 infiltrado a tanto tempo que em suas próprias palavras “já é nativo”. Não demora muito para Lorraine desconfiar de todos e sair matando até conseguir encontrar a lista roubada.
A história é narrada pela protagonista a partir de uma sala de interrogatório, e enquanto o clima sombrio da graphic novel combina com a narrativa, em “Atômica” pode parecer um tanto confuso e desnecessariamente rebuscado. Mas quando a ação começa, é fácil esquecer todo o resto.
A comparação com John Wick não é por acaso, pois o responsável pela direção é David Leitch, um dos diretores do primeiro filme. Inclusive, Charlize Theron só topou viver a Loira Atômica após conferir o excelente trabalho do diretor. Leitch manteve o estilo noir do material original, mas acrescentou muito estilo a película.
Cada cena tem seu próprio estilo: cores exageradas dentro de um bar na Berlim Ocidental, um desespero sufocante na Berlim Oriental, perseguições alucinantes com um protesto servindo de cenário de fundo, todas bem destoantes e ainda assim perfeitamente aceitáveis para retratar o momento. A atmosfera é complementada pela trilha sonora de synth-pop anos 80: Depeche Mode, New Order, Blondie, The Cure, acompanhando praticamente toda a ação, dando o contraponto as cenas mais paradas do interrogatório.
É interessante notar o quanto o filme se apoia pouco em efeitos especiais. É tudo mostrado sem pudor, lutas muito bem coreografadas e dirigidas, com o adicional de Theron fazendo todas as cenas, sem dublê. Uma das melhores cenas é um plano sequência (embora dê pra notar uns cortes escondidos), em que Lorraine detona vários capangas na escadaria de um prédio. A câmera fica distante, só acompanhando as coreografias, não chacoalhando (ninguém mais aguenta isso) e a trilha é composta por socos e sangue jorrando, sem música. Tudo bem visceral e pé no chão, do jeito que todo mundo gosta.
Boa parte da graça do filme se dá por conta das atuações e da construção dos personagens. É claro que Charlize Theron rouba a cena toda, está absurdamente perfeita em todos os momentos e a sensação que fica é de que se algum filme precisa mesmo ter uma continuação (convenhamos, a maioria não precisa), é Atômica.
Mas os coadjuvantes não ficam muito atrás. James McAvoy, que parece ter uma predileção por tipos excêntricos meio malucos, está presente para dar um grande empurrão na história, com uma presença bastante divertida e inusitada. E eu não poderia deixar de mencionar minha musa Sofia Boutella. Ela interpreta uma agente francesa chamada Delphine Lasalle, e serve de “Bond Girl” para Lorraine, uma adição ousada a história para deixar todo mundo sem fôlego.
Por fim, é preciso admitir que não há nada de muito inovador em “Atômica”. O enredo pode ser confuso em alguns momentos e o gênero já está bastante saturado a algum tempo, tanto que pequenas adições podem parecer como algo grandioso. Mas como já foi dito, se tem algo que realmente merece destaque é Charlize Theron e tudo que sua personagem representa. Vale lembrar ainda que é um filme de espionagem com cenas de ação, não o contrário, além de um dos mais agradáveis desse ano e que vale demais a ida ao cinema.
Quando planejam um último golpe, o mestre do roubo, Charlie Croker (Mark Whalberg), e seu mentor, o arrombador de cofres John Bridger (Donald Sutherland), levam 35 milhões de dólares em barras de ouro de uma vila italiana. Mas eles sofrem uma devastadora traição de alguém de seu próprio bando. Um traidor rouba o ouro, mata Bridger à queima-roupa e abandona os colegas para morrer.
Os sobreviventes (Seth Green, Mos Def e Jason Statham) permanecem leais um ao outro e a um objetivo: Vingança. Quando descobrem o traidor em Los Angeles, eles recrutam o único arrombador tão brilhante quanto seu falecido líder: Stella (Charlize Theron), a filha dele. Embora não seja assaltante, Stella está tão decidida quanto eles a empatar o jogo. Juntos, o grupo monta um plano com muita tecnologia, velocidade e ação por toda a cidade, buscando recuperar seu ouro e vingar seu amigo.
Mais um mês chegando e recheado de lançamentos e filmes super doidinhos que até Deus duvida!
E, pra falar um pouco sobre os principais lançamentos, os intrépidos cinéfilos meio zuretas Lu Belin, Fábio Jordan e Mike Ale se reúnem no galpão mais querido do Brasil e dão suas clássicas ‘críticas sem ter visto o filme’ que vocês tanto gostam e explicam o porquê filmes sobre nazismo são errados, o porquê tem tantos filmes franceses esse mês, qual é o palhaço mais sensual do Brasil e porquê a Sandy é rica linda e poderosíssima!
O mês começa com grandes filmes como "Planeta dos Macacos: A Guerra", que chega para mostrar a macacada reunida e para encerrar atrilogia. Outro filme marcante na primeira semana é "Atômica", esse é um filmão de ação estrelado pela maravilhosa Charlize Theron. Mais para frente, temos "Annabelle 2: A Criação do Mal", que vem para dar sequência aos filmes malditos de terror da Warner.
Depois, ainda temos outros grandes títulos como "Bingo: O Rei das Manhãs", uma adaptação livre da história do palhaço Bozo. Além disso, finalmente, vamos conferir o tão aguardado "A Torre Negra" (o qual já comentamos no mês passado, mas atrasou), que leva a história de Stephen King para as telonas.
Então se acomode ai na poltrona e dá uma conferida nas dicas de filmes pra esse mês de agosto no podcafé mais fresquinho e risonho da podosfera. Dá o play!
O mês não começou bem para os assinantes da Netflix, que tiveram que se despedir de algumas das suas séries queridas. Para compensar, a rede anunciou algumas novidades que estreiam agora em junho.
Além do retornos de sucessos como a série Orange is The New Black, estão na lista filmes que se consagraram no cinema e indicados ao Oscar. Confira quais são!
Jacqueline Bouvier Kennedy (Natalie Portman) acaba de perder seu marido, John F. Kennedy, o presidente dos Estados Unidos. O filme acompanha os dias que seguiram imediatamente após o terrível assassinato do presidente estadunidense e como a primeira dama, Jackie, manteve a sua compostura e dignidade.
Gardner Elliot (Asa Butterfield) é nascido e criado em Marte. Sua mãe descobriu a gravidez após decolar no ônibus espacial que carregava a missão de colonizar o planeta vermelho, e morreu por complicações no parto sem nunca ter revelado o nome do pai.
Convivendo com apenas 14 pessoas nos primeiros 16 anos de vida, o jovem finalmente tem a chance de viajar para a Terra e conhecer sobre tudo o que leu enquanto esteve no espaço.
Um sonho pode mudar o mundo, pelo menos era o que pensava Martin Luther King. Em "Selma", acompanhamos uma crônica de King durante sua campanha eleitoral por direitos iguais durante as eleições em uma marcha épica de Selma até Montgomery, no Alabama em 1965.
Internacionalmente conhecido por seu trabalho como artista grafiteiro, Banksy deixou sua marca em São Francisco em abril de 2010. Ele não sabia que este ato de "vandalismo" daria o pontapé inicial para uma cadeia de eventos que o tornariam famoso em todo o mundo.
Grandes Olhos (Big Eyes) conta a história verdadeira de uma das mais épicas fraudes na História da Arte. No final dos anos 1950 e início dos 1960, o pintor Walter Keane (Christoph Waltz) alcança um sucesso além do que imaginava, revolucionando a comercialização da arte popular com suas pinturas enigmáticas de crianças abandonadas com grandes olhos.
A verdade bizarra e chocante seria eventualmente descoberta: os trabalhos de Walter não eram criados por ele, mas por sua mulher, Margaret (Amy Adams).
Conheça Mikha, uma jovem que arrisca tudo para evitar que uma poderosa companhia multinacional sequestre seu melhor amigo – um animal gigante chamado Okja.
Essa história mostra o amadurecimento de Mikha, enquanto ela expande seus horizontes de um jeito que ninguém desejaria: tendo que enfrentar a dura realidade de experiências com alimentos geneticamente modificados, globalização, terrorismo ecológico e a obsessão da humanidade com a própria imagem, marcas e autopromoção.
Libby Day (Charlize Theron) é uma mulher traumatizada pelo assassinato de toda a sua família, quando ela ainda era uma criança. Quando é abordada por uma sociedade secreta, especializada em investigar crimes não resolvidos, Libby é obrigada a relembrar sua tragédia familiar.
Internet – O Filme traz às telas do cinema a espontaneidade das redes sociais, com suas principais estrelas. Em 8 esquetes, a comédia apresenta diferentes tramas que dialogam com situações recorrentes do dia a dia. A partir de um encontro em uma convenção de youtubers, os personagens vivenciam momentos de descobertas, ira, equívocos, raiva, inveja e confusões em busca pela fama.
Escrito e dirigido por Roger Waters e Sean Evans, o filme apresenta o show com o lendário músico do Pink Floyd, tocando e cantando os sucessos do álbum mais conhecido da banda, composto por ele e os outros integrantes. O espetáculo é intercalado com cenas do astro contando um pouco sobre sua vida, incluindo algumas memórias inédias. Junto ao filme, há uma conversa exclusiva e inédita entre Roger Waters e Nick Mason.
Quer ver quais são as séries que estreiam e mais sobre os filmes? Veja o vídeo que a Netflix preparou para divulgar as novidades!