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Melhores do ano | Os filmes tops de 2016 que você precisa ver — ou rever
Fonte da imagem: Divulgação/
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Que ano, hein?! Você talvez não tenha reparado, mas 2016 foi repleto de boas novidades nas salas de cinema do Brasil. Tivemos muitos blockbusters e filmes alternativos que nos fizeram dar ainda mais valor para estilos diferentes de arte.

O ano começou com sucessos como “Spotlight – Segredos Revelados”, “Os Oito Odiados”, “O Bom Dinossauro”, “Steve Jobs”, “Creed: Nascido para Lutar”, “Carol”, “Peanuts, O Filme”, “O Regresso”, “A Grande Aposta”, “O Filho de Saul”, “A Garota Dinamarquesa”, “Brooklyn”, “O Quarto de Jack” e “Trumbo: Lista Negra”.

Achou muita coisa? Não conseguiu ver nem metade desses? Então, saiba que todos esses filmes chegaram aqui nos primeiros dois meses, sendo que muitos até apareceram no Oscar e alguns até levaram estatuetas para casa! Só que não para por aí... No decorrer do ano, tivemos dezenas de outros filmes excelentes.

Bom, para você que perdeu os filmes mais legais, nossa equipe separou dicas com alguns títulos empolgantes (alguns blockbusters), emocionantes (para reflexões profundas) e diferentes (incluindo obras do cinema europeu e pouco comuns). É claro que não dá para citar todos os filmes do ano, então contamos com sua ajuda para dar sugestões nos comentários.

A Conexão Francesa

por Fábio Jordão

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Nossa lista começa com uma obra francesa que estreou lá em março. Baseado em uma história real, “A Conexão Francesa” é um filmão de ação que mostra a jornada do juiz Pierre Michel (Jean Dujardin) para desmembrar uma quadrilha de traficantes.

Com uma pegada mais realista, você confere como este homem da justiça, usando de meios legais, caçou o grupo criminoso comandado por Gartan Zampa (Gilles Lellouche), que expandiu os negócios para fora do país, no esquema que recebeu o nome de Conexão Francesa.

A trama com reviravoltas tem um dinamismo intenso, que foge dos clichês de filmes de Hollywood. Nada de cenas com um homem só detonando um exército ou dando piruetas. Aqui, a violência é retratada de perto e choca pelo tom de realidade. Um filme muito bem produzido, executado e pouco fantasiado. Imperdível!

A Chegada

por Carlos Augusto Ferraro

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Denis Villeneuve já era um de meus diretores favoritos e com "A Chegada" ele realmente mostra todo seu talento. O filme é um forte concorrente para algumas categorias do Oscar 2017, certamente estará na corrida com indicações para melhor atriz (Amy Adams) e possivelmente melhores efeitos especiais, fotografia, direção e roteiro adaptado.

Sem sombra de dúvida, o destaque é a atuação de Amy Adams, que está sensacional na pele de uma linguista que serve de “mediadora / tradutora” quando alienígenas chegam à Terra. Sua atuação aproveita todas as nuances da trama, que transita de maneira livre e inteligente entre a ficção científica e o drama.

O diretor Denis Villeneuve constrói um filme preciso, no qual todas as partes se encaixam perfeitamente, uma complementando a outra.

Amor por Direito

por Lu Belin

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Durante esse ano, tivemos uma avalanche de produções dedicadas a mostrar a perspectiva de grupos minoritários o subalternos: populaçao LGBTT, população negra, mulheres.  "Amor por Direito" é um filme que merece estar nesta lista porque representa com grande dignidade esse movimento importante do cinema em 2016.

O longa-metragem retrata a história real de um dos primeiros casais homoafetivos a enfrentarem na justiça e na categoria profissional a luta por reconhecimento de seu relacionamento. Laurel Hester, uma policial da cidade de New Jersey, conhece a jovem borracheira Stacie Andree, e ambas engatam em um namoro, rumando para morar juntas.

O problema é que os Estados Unidos, embora já aceitem casamentos entre pessoas do mesmo sexo, não reconhecem ainda a união no que diz respeito repasse de benefícios sociais. Então, quando Laurel descobre que possui uma doença grave, ambas entram em uma disputa contra a toda a organização policial vigente para permitir que Stacie fique com sua pensão, como cônjuge.

Bem construído em termos de narrativa e roteiro, o longa-metragem aborda a temática com sensibilidade e precisão, sem enrolação nem sensacionalismos, de forma emocionante a ponto de levar o público às lágrimas. E tudo isso com o bônus da atuação brilhante de Julianne Moore e Ellen Page como casal.

Deadpool

por João Gabriel de Souza

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Bom, serei sincero. Deadpool não é um filme maravilhoso e que você precisa muito assistir. Tem enredo clichê e produção meia boca, mas, calma, vou explicar meus motivos para escolher esse como um dos meus favoritos de 2016.

Deadpool não superou minhas expectativas, mas as atingiu. Foi o primeiro filme que conseguiu passar para as telonas a alma de um personagem tirado dos quadrinhos, tornando assim um filme fiel ao das HQs do anti-herói tagarela.

O longa não teve grande orçamento e só foi feito para agradar os tantos fãs. Apesar de a história não ser espetacular, o filme traz piadas sujas (até mesmo satirizando a Fox, que produziu o filme) e violência gratuita, que proporciona muita diversão, garante boas risadas e mostra cenas que a gente nunca esperar ver num filme de herói.

O que brilha aqui é a atuação de Ryan Reynolds, o qual encarnou o espírito do anti-herói e atuou sem medo, tanto no filme em si quanto nas campanhas publicitárias que, convenhamos, serviram como uma extensão do que foi apresentado na telona.

Invasão Zumbi

por Carlos Augusto Ferraro

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"Invasão Zumbi" chegou ao Brasil no apagar das luzes de 2016, mas já vinha fazendo barulho pelo resto do mundo, onde já havia estreado algum tempo atrás. O título é uma bela surpresa do oriente. Como fã de filmes de zumbi, não poderia deixar o lançamento passar em branco, e me deparei com algo muito melhor do que o esperado.

O título acerta em diferentes níveis e se estabelece como um dos grandes do gênero. O ritmo acelerado, como um trem bala, e o ambiente claustrofóbico ajudam a contar mais de uma história no mesmo filme.

Sim, no cerne, "Invasão Zumbi" é sobre a sobrevivência em meio a um apocalipse zumbi, mas o roteiro estratificado traz uma das mais enternecedoras histórias de família, além de explorar a velha luta de classes, bem como a fragilidade psicológica das pessoas quando expostas a cenários tão extremos. "Invasão Zumbi" pega elementos que funcionam, mesmo que mal explorados, de "Guerra Mundial Z" e os aplica em uma dinâmica à la "Expresso do Amanhã" com muito sucesso.

Kubo e as Cordas Mágicas

por João Gabriel de Souza

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A animação conta a história de um garotinho chamado Kubo que mora com sua mãe numa cidade litorânea. Seu pai está perdido, e sua mãe, após sofrer um acidente de barco, se encontra muito doente. Alertado sobre os perigos da noite, Kubo parte em uma aventura para encontrar três peças da armadura de seu pai.

Digo desde o início da minha argumentação que, a meu ver, esta é a melhor animação do ano. Produzido pela Laika — famosa por Coraline e Paranorman — o longa conquista pelo visual. Todo em stop-motion muito bem trabalhado, a animação cumpre com maestria as técnicas do cinema, fornecendo uma experiência cinematográfica brilhante.

Além da parte visual fascinante, “Kubo e as Cordas Mágicas” traz uma história profunda cheia de reflexão. O enredo é repleto de interpretação com uma mostra fiel da mitologia japonesa. A trilha sonora funciona quase como uma personagem principal, que leva o espectador a se emocionar facilmente. Um filme para rever várias vezes!

O Homem nas Trevas

por Lu Belin

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Um dos melhores suspenses recentes, "O Homem nas Trevas" consegue deixar o público sem ar do começo ao fim, com sequências insanas de perseguição, de escuridão e de necessidade de ficar extremamente em silêncio.

O roteiro relata o dia em que três jovens decidem invadir a casa de um homem cego que supostamente teria uma grande quantidade de dinheiro escondida no porão de casa. Afinal, que perigo uma pessoa que não enxerga pode oferecer, não é mesmo? Mas é aí que eles se enganam. O morador sabe muito mais do que se defender à altura, e acaba se tornando mais perseguidor do que vítima, quando desliga as luzes de casa e inicia uma caçada para encurralar os invasores.

Do diretor Fede Alvarez, o longa é bem amarradinho na maior parte do tempo e traz algumas revelações surpreendentes  e instigantes, que fazem com que o público fique tão tenso quanto os próprios protagonistas e queira saber logo o que vai acontecer em seguida. O suspense do ano!

Star Trek: Sem Fronteiras

por Fábio Jordão

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O universo de Jornada nas Estrelas completou meio século em 2016, ano em que a Paramount Pictures resolveu levar a saga cinematográfica para um novo patamar. Apesar de o reboot lá de 2009 ter sido bem acertado, levou um tempo para vermos uma história original e ousada nas telonas.

Com um roteiro mais livre, a trama de “Sem Fronteiras” chega com novos personagens, naves e planetas. Só isso já seria motivo de celebração, mas a produção ainda desenvolve bem os protagonistas e traz uma ação conjunta sintonizada, o que leva a uma conexão profunda com o cerne de Star Trek.

De fato, o ritmo aqui é mais ousado, mas ele ainda é permeado por cenas inteligentes, com muito espaço para explorar o desconhecido. Se o seu negócio é uma boa ficção espacial ou se você, assim como eu, é um grande fã da turma de Spock e Kirk, “Star Trek: Sem Fronteiras” tem de ser visitado várias vezes.

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É claro que esses são apenas alguns dos tantos filmes excelentes deste ano, então gostaríamos que você também ajudasse com sua opinião nos comentários. Para você, quais foram os longas mais emocionantes de 2016?

Fonte das imagens: Divulgação/

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